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Vereadores do PS contestam demolição de chaminé no novo Centro de Saúde de Arganil

Os vereadores do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal de Arganil manifestaram publicamente a sua discordância em relação à decisão da maioria do executivo PSD de avançar com a demolição da chaminé existente no terreno onde está a ser construído o novo Centro de Saúde e Serviço de Urgência Básica (SUB) de Arganil.

De acordo com um documento enviado à Beira Digital TV, a decisão foi tomada na última reunião de câmara de 2023, realizada a 29 de dezembro, e contou com quatro votos favoráveis do PSD e três votos contra do PS.

Segundo os vereadores socialistas, a chaminé — construída em alvenaria de tijolo burro — integra o património arquitetónico industrial da vila, estando associada à memória de uma antiga Fábrica de Resina que funcionou naquele local. No documento, os eleitos do PS classificam a decisão como um “golpe severo” na memória histórica de Arganil, defendendo que estruturas semelhantes têm sido preservadas noutras localidades como testemunhos de uma época industrial.

Os vereadores do PS criticam ainda o facto de a opção tomada privilegiar a demolição em detrimento da preservação, considerando que não foram esgotadas todas as soluções técnicas para a manutenção da chaminé no projeto do novo equipamento de saúde.

No plano financeiro, o documento enviado à Beira Digital TV refere que a proposta de demolição se baseou num relatório do ITeCons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade, solicitado pelo empreiteiro da obra. Segundo os valores constantes desse relatório, a autarquia prescindiu de um montante de 8.679,68 euros que estava previsto para a reabilitação da estrutura e aprovou uma despesa de 14.750,00 euros para a sua demolição.

Os vereadores socialistas consideram que esta decisão representa um agravamento injustificado da despesa municipal, sublinhando que não foi solicitado ao ITeCons um estudo específico para o reforço da estabilidade da chaminé que permitisse a sua integração no projeto.

No mesmo documento, o PS lamenta ainda que a deliberação tenha sido tomada numa reunião não pública e com parecer favorável da entidade fiscalizadora da obra, a Invall Portugal, sem que, na sua perspetiva, tenham sido exploradas todas as alternativas técnicas possíveis.

Na declaração de voto, os vereadores do Partido Socialista reiteram que o património histórico não constitui um obstáculo ao desenvolvimento, defendendo que poderia ter sido integrado de forma digna no novo Centro de Saúde, conforme inicialmente previsto. Os eleitos reafirmam, por fim, o seu compromisso com a defesa da identidade local e com a denúncia de decisões que, no seu entendimento, empobrecem o património coletivo do concelho.

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