O primeiro-ministro, Luís Montenegro, abriu esta quinta-feira o debate quinzenal no Parlamento com uma mensagem de condolências às famílias das três pessoas que morreram nos últimos dias, em casos associados a alegados atrasos no socorro, assumindo que não terão tido a resposta mais rápida do sistema de emergência médica.
Durante a intervenção, o chefe do Governo anunciou a aprovação da aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, classificando-a como o maior investimento de sempre neste domínio. O pacote inclui 63 ambulâncias, 34 viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) e 78 outros veículos, num investimento total de 16,8 milhões de euros.
Luís Montenegro sublinhou que, nos últimos dez anos, tinham sido adquiridos apenas 100 veículos para o INEM, num valor de 4,2 milhões de euros, defendendo que o atual Executivo está a corrigir um problema estrutural e a inverter um ciclo de desinvestimento com consequências graves.
O primeiro-ministro anunciou ainda a criação de uma resposta rápida entre 400 e 500 camas em unidades intermédias, com o objetivo de retirar dos hospitais casos sociais que ocupam camas e condicionam a capacidade de resposta às situações de emergência.
Segundo Luís Montenegro, estas medidas integram uma reforma profunda do INEM, destinada a garantir tempos de resposta mais rápidos no socorro pré-hospitalar. O governante reconheceu que, apesar do reforço de meios nas regiões de Lisboa e Setúbal, as recentes vítimas não beneficiaram da resposta adequada do sistema.