A UGT rejeitou por unanimidade a última proposta do Governo para a revisão da legislação laboral, considerando que o documento fica aquém das expectativas em matérias centrais para os direitos dos trabalhadores. Ainda assim, a central sindical garante que a recusa não significa o fim das negociações.
À saída da reunião extraordinária do Secretariado Nacional, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, deixou claro que o diálogo continua em cima da mesa. “A UGT continuará, como sempre foi a sua matriz negocial e de diálogo, disponível”, afirmou, sublinhando que cabe agora ao Governo decidir se quer prosseguir com esforços para alcançar um entendimento.
Entre os principais pontos de desacordo estão matérias como o outsourcing, o banco de horas, a jornada contínua, a remissão abdicativa e a não reintegração de trabalhadores despedidos ilicitamente, áreas que a central sindical considera essenciais e onde entende não ter havido respostas satisfatórias.
Apesar da rejeição da proposta, a UGT admite voltar à mesa negocial caso surjam novas soluções. “Se houver alguma proposta por parte do Governo que ainda seja possível aproximar posições, a UGT está sempre disponível e aberta”, afirmou Mário Mourão.
O dirigente sindical afastou também a ideia de divisões internas na estrutura, garantindo que a posição assumida foi unânime e que a organização sai deste processo reforçada.
A decisão será agora comunicada formalmente ao Governo, enquanto a UGT aguarda os próximos desenvolvimentos. Caso o diploma avance sem acordo, a central sindical admite intervir no plano parlamentar para tentar introduzir alterações ao texto.
“A UGT não vai baixar os braços”, assegurou Mário Mourão, reforçando que a defesa dos direitos dos trabalhadores continuará a orientar a atuação da central sindical.