O armazém solidário criado pelo Município de Leiria para responder aos danos provocados pelas recentes tempestades vai encerrar na próxima terça-feira, após três meses de funcionamento que permitiram apoiar cerca de 53 mil pessoas.
De acordo com o vereador Carlos Palheira, a operação teve uma dimensão significativa, com a distribuição de cerca de 1.750.000 metros quadrados de lona a aproximadamente 42 mil pessoas e de cerca de 550 mil telhas a mais de 11 mil beneficiários, além de cimento, cordas e outros materiais essenciais.
O responsável destacou o papel “absolutamente extraordinário” do armazém na resposta às dificuldades sentidas após as tempestades, sublinhando que, depois dos ventos fortes, se seguiram semanas de chuva intensa que agravaram a situação de muitas habitações destelhadas.
Segundo explicou, a disponibilização de telhas permitiu resolver situações críticas, enquanto as lonas ajudaram a reduzir os impactos imediatos da chuva. Já os restantes materiais contribuíram para reforçar as condições de segurança das casas afetadas.
A iniciativa contou com o contributo de empresas, cidadãos, voluntários e militares, que colaboraram na receção, armazenamento e distribuição dos bens.
O encerramento do espaço nesta fase deve-se a razões logísticas e de recursos humanos, bem como à diminuição da procura, que atualmente se situa entre 15 e 20 atendimentos diários, com funcionamento em dois dias por semana.
Apesar do fecho, os pedidos de apoio poderão continuar a ser feitos através da plataforma Reerguer Leiria, sendo posteriormente agendada a entrega dos materiais ainda disponíveis. Estes serão atribuídos prioritariamente a pessoas em situação de vulnerabilidade, bem como a instituições e entidades sem fins lucrativos, mediante validação das necessidades.
O vereador garantiu que o processo continuará a ser conduzido com rigor e transparência até ao esgotamento dos recursos, fazendo um balanço “extremamente positivo” de toda a operação, que considerou marcada pela organização e espírito solidário.
As necessidades que motivaram a criação do armazém surgiram na sequência da passagem das depressões Depressão Kristin, Depressão Leonardo e Depressão Marta, responsáveis por vítimas mortais, feridos e elevados prejuízos em todo o país.