O projeto “Centro + Verde” foi apresentado, esta quarta-feira, e pretende apoiar a transição energética e a descarbonização do tecido empresarial ligado à fileira da floresta, envolvendo um consórcio de seis entidades.
Em declarações à Beira Digital TV, a secretária-geral da Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL), Ana Costa e Silva, explicou que a iniciativa junta várias organizações, entre as quais o Instituto Politécnico de Coimbra, a ForestWise, associações empresariais e clubes de empresários da região.
“O que este projeto visa é acelerar a descarbonização do tecido empresarial na fileira da floresta e de todos os seus segmentos”, afirmou, destacando áreas como o papel, a serração, o mobiliário ou o têxtil.
Segundo a responsável, as empresas participantes terão acesso a programas de mentoria especializados, visitas técnicas com demonstrações práticas, bem como a ferramentas como manuais de boas práticas, tutoriais digitais e kits de capacitação, que estarão disponíveis online ao longo dos 24 meses de duração do projeto.
Apesar desse prazo, Ana Costa e Silva sublinhou que o impacto da iniciativa não se limita ao período de execução. “O objetivo não é esse”, referiu, acrescentando que as ferramentas criadas vão manter-se acessíveis e poderão ser utilizadas por outras empresas no futuro, sendo complementadas por novos projetos.
O “Centro + Verde” não está restrito às empresas associadas das entidades envolvidas. “Não são necessários serem associados”, garantiu, explicando que o projeto tem âmbito nacional e pretende envolver empresas de diferentes regiões do país.
A iniciativa inclui ainda uma componente internacional, com visitas a empresas no estrangeiro para recolha de boas práticas na área da descarbonização, que depois poderão ser aplicadas em Portugal.
Numa fase inicial, será realizado um diagnóstico para avaliar o ponto de situação das empresas e identificar aquelas que já implementam medidas sustentáveis. Esse levantamento permitirá ajustar soluções às diferentes realidades empresariais e promover a partilha de experiências.
“O diagnóstico é fundamental para percebermos de que forma vamos ajustar essas boas práticas à realidade das empresas”, concluiu.