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Presidente da República pede aceleração das obras no IC3 e admite falhas na resposta do Estado

PR visita Penela @BDTV

O Presidente da República, António José Seguro, apelou à rápida intervenção no IC3 e à aceleração dos apoios às populações, durante uma visita a Penela, no âmbito da presidência aberta.

No local, onde ouviu queixas de residentes, empresários e autarcas, o chefe de Estado confirmou que estão a ser realizados estudos técnicos para avaliar a estabilidade da via, passo necessário para avançar com a obra. “O meu desejo, o nosso desejo, é que [a intervenção] seja o mais rapidamente feita”, afirmou, defendendo que os procedimentos administrativos devem ser “completamente comprimidos” para permitir o início dos trabalhos.

O chefe de Estado sublinhou o impacto direto da situação na vida das pessoas e na atividade económica da região. Referiu, por exemplo, casos de negócios locais e empresas que dependem da estrada para funcionar normalmente, alertando que os constrangimentos atuais estão a prejudicar o transporte de mercadorias e o funcionamento de atividades comerciais. “Há uma urgência em resolver estas situações para que a atividade das pessoas e das empresas volte à normalidade”, disse.

António José Seguro destacou ainda o papel da estrutura de missão criada para acompanhar estes processos, considerando que tem “um papel relevante”, nomeadamente pela capacidade de agilizar procedimentos e ultrapassar entraves burocráticos. Ainda assim, frisou que é necessário um esforço conjunto de todas as entidades para dar resposta às necessidades no terreno.

Relativamente aos apoios às populações afetadas, o Presidente reconheceu atrasos na execução. Indicou que existe um montante de cerca de mil milhões de euros destinado a apoios, mas que apenas cerca de um terço foi efetivamente pago até ao momento. “O Governo já reconheceu que há atrasos no respeito aos apoios”, afirmou, defendendo maior rapidez na resposta.

No âmbito da presidência aberta, explicou que uma das prioridades é precisamente avaliar o que está a falhar e pressionar soluções mais eficazes. “É encontrar soluções, ajudar a encontrar soluções e, sobretudo, sensibilizar quem tem a responsabilidade de as cumprir”, referiu.

O chefe de Estado alertou também para a necessidade de retirar ensinamentos destas situações, tendo em conta a possibilidade de fenómenos semelhantes voltarem a ocorrer. “É importante perceber que não há só um inverno. Todos os anos há um inverno”, afirmou, sublinhando a importância de preparar melhor o país para eventos extremos.

António José Seguro acrescentou que esta presidência aberta já teve impacto na atuação da administração pública, referindo que houve movimentações para acelerar processos após o anúncio da iniciativa, o que considera positivo. Ainda assim, insistiu na necessidade de reforçar a articulação entre o Estado e o setor privado para responder a situações de crise.

As declarações foram feitas no IC3, em Penela, durante uma ação integrada na presidência aberta, centrada na avaliação das consequências de fenómenos recentes e na eficácia das respostas no terreno.

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