A Guarda Nacional Republicana (GNR) contabilizou 236 acidentes nas primeiras 24 horas da Operação Páscoa, iniciada na sexta-feira, dos quais resultaram quatro vítimas mortais, cinco feridos graves e 68 feridos ligeiros.
Segundo dados provisórios divulgados pela autoridade, foram fiscalizados cerca de sete mil condutores entre as 00h00 e as 23h59 desse dia. Deste total, 32 pessoas foram detidas por apresentarem uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, enquanto outras nove foram apanhadas a conduzir sem carta.
Durante o mesmo período, foram registadas 1.389 infrações rodoviárias. Entre as mais frequentes destacam-se o excesso de velocidade (374 casos), a falta de inspeção periódica obrigatória (215), e a utilização incorreta ou ausência de cinto de segurança e sistemas de retenção para crianças (52). Foram ainda identificadas infrações por falta de seguro obrigatório (52), uso indevido do telemóvel durante a condução (48) e 16 situações de condução sob o efeito do álcool.
As quatro mortes ocorreram em acidentes de colisão, distribuídos pelos distritos de Lisboa (duas vítimas), Viana do Castelo (uma) e Braga (uma).
A GNR antecipa um aumento significativo do tráfego rodoviário durante o período da Páscoa, devido às deslocações familiares e às férias escolares. Nesse sentido, a operação inclui um reforço de ações de fiscalização e de presença policial, não só nas estradas, mas também em zonas residenciais, comerciais e locais de festividades.
As autoridades apelam aos condutores para adotarem uma condução prudente e responsável, sublinhando a importância de comportamentos preventivos ao volante para garantir a segurança durante esta época festiva.
A operação decorre até segunda-feira, com especial atenção a práticas de risco como excesso de velocidade, condução sob o efeito de álcool ou drogas, uso do telemóvel, bem como o incumprimento das regras relativas ao cinto de segurança e aos sistemas de retenção infantil.