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NATO alerta para ameaça russa e apela a reforço urgente da defesa

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, alertou esta quinta-feira que os aliados devem acelerar o investimento em defesa para evitar uma guerra com a Rússia. Em Berlim, afirmou que “somos o próximo alvo da Rússia” e que muitos países permanecem “complacentes” perante a ameaça.

Rutte avisou que “o conflito está à nossa porta” e que a Aliança tem de estar totalmente preparada. Segundo o responsável, a possibilidade de uma guerra europeia dentro de cinco anos “não pode ser descartada”.

O líder da NATO sublinhou que a Rússia “trouxe a guerra de volta à Europa” e que o cenário que se avizinha poderá atingir “a escala da guerra que os nossos avós e bisavós enfrentaram”.

As declarações surgem dias depois de Vladimir Putin garantir que Moscovo continuará a ofensiva na Ucrânia até atingir todos os seus objetivos, incluindo a conquista do Donbass, que o presidente russo considera “território histórico”.

Putin afirmou, numa teleconferência com o Conselho de Direitos Humanos, que a Rússia procura encerrar o conflito, mas que tem sido “empurrada” a prosseguir para cumprir a sua “operação militar especial”.

Entretanto, Donald Trump voltou a pressionar Volodymyr Zelensky para aceitar um plano de paz de 20 pontos, inicialmente criticado por favorecer interesses russos. Kyiv reviu a proposta e dividiu-a em três documentos, incluindo acordos de segurança e reconstrução.

A União Europeia voltou a manifestar desagrado por estar excluída das negociações lideradas por Washington, alertando para o impacto que isso poderá ter na futura arquitetura de segurança europeia.

Em Bruxelas, os Estados-membros têm duas semanas para chegar a acordo sobre o financiamento à Ucrânia para 2026 e 2027, incluindo a utilização de ativos russos congelados. UE e NATO reafirmaram, entretanto, o compromisso conjunto de reforçar o apoio a Kyiv.

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