A Comissão Europeia vai apresentar medidas para enfrentar a crise energética, apelando ao teletrabalho e à redução do uso de carro e avião na União Europeia. As propostas integram uma “caixa de ferramentas” destinada a mitigar os elevados preços da energia, agravados pelo conflito no Médio Oriente.
Segundo um rascunho, Bruxelas sugere que os Estados-membros promovam pelo menos um dia de teletrabalho por semana, quando possível, e o encerramento de edifícios públicos para poupança energética. Nos transportes, recomenda-se o recurso a alternativas como bicicletas partilhadas, transportes públicos, partilha de automóveis e veículos elétricos, além da redução de viagens aéreas, sobretudo no setor público.
O plano inclui ainda medidas para aumentar a eficiência energética, como ajustes nos sistemas de ar condicionado e limitação da temperatura das caldeiras domésticas. Para apoiar famílias vulneráveis, são propostos vales de energia, reduções fiscais e a proibição temporária de cortes no fornecimento.
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, defendeu medidas rápidas e direcionadas, sublinhando a necessidade de reduzir o consumo e acelerar a transição para energias renováveis. Apesar de não haver falhas no abastecimento, a União Europeia enfrenta preços voláteis e maior pressão económica, reforçando a urgência de diminuir a dependência de combustíveis fósseis.