O presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, Carlos Lopes, afirmou que a maior parte da energia elétrica no concelho já está a ser assegurada através das reparações efetuadas pela E-Redes, embora cerca de 15% do fornecimento continue a depender de geradores.
De acordo com a autarquia, desde quarta-feira que uma equipa da E-Redes se encontra no terreno em trabalho permanente, estando as intervenções a ser realizadas de forma faseada, com o objetivo de repor a eletricidade no mais curto espaço de tempo possível.
Uma das principais preocupações do município continua a ser a reparação urgente das coberturas das habitações danificadas pelo mau tempo. “Estamos a conseguir tapar muitas casas, mas ao mesmo tempo estamos a receber mais pedidos. Estamos a tentar suprir as dificuldades que, a toda a hora, as pessoas nos trazem”, disse Carlos Lopes.
Segundo o autarca, cerca de 700 casas continuam a necessitar de intervenção em todas as freguesias do concelho, tendo já sido resolvida a situação de mais de uma centena. Face a esta realidade, a câmara apelou, na terça-feira, ao apoio de empresas e particulares com plataformas elevatórias e operadores habilitados para colaborar nas reparações.
No setor da educação, o município informou que reabriram as escolas José Malhoa, do agrupamento de Figueiró dos Vinhos, e da freguesia de Arega. As crianças da freguesia da Aguda estão, para já, a frequentar a escola de Figueiró dos Vinhos, por ainda não estarem reunidas condições de segurança no seu estabelecimento de ensino.
A Biblioteca Municipal Simões de Almeida (tio) voltou também a abrir ao público, funcionando de segunda a sexta-feira entre as 10:00 e as 18:00 e aos sábados das 09:30 às 13:00, assumindo-se como um espaço seguro para estudo, trabalho e outras atividades, sobretudo para quem continua sem eletricidade em casa.
Já a piscina municipal reabriu para utilização exclusiva dos balneários, permitindo banhos quentes a pessoas sem energia elétrica nas suas habitações, entre as 09:00 e as 22:00.
A autarquia adianta ainda que o abastecimento de água está relativamente normalizado e que as comunicações no centro da vila se encontram estabilizadas.
Desde a semana passada, o mau tempo causou a morte de 10 pessoas em Portugal, cinco das quais diretamente associadas à passagem da depressão Kristin, registando-se ainda óbitos por quedas durante reparações de telhados e por intoxicação com um gerador.
Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém estão entre os mais afetados pelos estragos. O Governo decretou situação de calamidade em 68 concelhos até ao próximo domingo e anunciou um pacote de apoios que pode chegar aos 2,5 mil milhões de euros.