O compositor, pianista, artista plástico e arquiteto José Luís Tinoco morreu na noite de quarta-feira, em Lisboa, aos 93 anos, confirmou fonte da família. Autor de canções marcantes da música portuguesa, deixa uma obra vasta que atravessa várias áreas artísticas.
Na música, destacou-se como criador de temas como “No teu poema”, “Um homem na cidade” e “Madrugada”, esta última vencedora do Festival da Canção em 1975. Ligado ao jazz desde cedo, integrou as primeiras formações do Hot Clube de Portugal e viu as suas composições serem interpretadas por nomes como Bernardo Sassetti, Mário Laginha e Carlos do Carmo.
Para além da música, desenvolveu uma carreira relevante nas artes plásticas, arquitetura e design. Concebeu projetos de urbanismo, criou cenários e figurinos para teatro e ópera, desenhou capas de livros e participou em iniciativas culturais como o Levantamento da Arte Portuguesa Contemporânea.
Nascido em Leiria, em 1932, cresceu num ambiente cultural que influenciou o seu percurso artístico. Estudou Arquitetura no Porto, mantendo sempre uma ligação próxima à música e à pintura, áreas que acabaram por assumir maior destaque ao longo da sua vida.
Reconhecido pela originalidade e exigência estética, José Luís Tinoco recebeu, em 2014, o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores. A sua obra, marcada pela constante inovação, permanece como uma referência na cultura portuguesa.