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Mais portugueses sem médico de família deixam SNS sob pressão crescente

O número de portugueses sem médico de família tem vindo a aumentar nos últimos anos, levantando novas preocupações sobre a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde. Um estudo recente sobre o estado do SNS aponta para uma situação considerada preocupante, marcada pela falta de profissionais e pela sobrecarga dos hospitais.

Segundo os dados analisados, cerca de 1,6 milhões de utentes encontram-se atualmente sem acompanhamento médico regular nos centros de saúde. Na última década, o número de pessoas nesta situação terá aumentado de forma significativa, refletindo dificuldades persistentes na contratação e retenção de médicos.

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O relatório destaca também o impacto desta realidade nas urgências hospitalares. Milhares de casos classificados como pouco urgentes continuam a recorrer aos hospitais por falta de resposta nos cuidados de saúde primários, contribuindo para tempos de espera mais longos e maior pressão sobre os serviços.

Outro dos sinais apontados é o crescimento contínuo das consultas hospitalares nos últimos anos, numa altura em que muitos centros de saúde enfrentam falta de recursos humanos e técnicos.

O estudo alerta ainda para o desgaste dos profissionais de saúde e para a necessidade de reforçar o investimento no SNS, defendendo melhores condições de trabalho e maior capacidade de resposta nos cuidados de proximidade.

As conclusões já foram enviadas a várias entidades nacionais ligadas à área da saúde e deverão voltar a colocar o futuro do SNS no centro do debate político nas próximas semanas.

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