O Governo admite alargar o sistema de depósito e reembolso (SDR) às embalagens de vidro, embora a decisão dependa de uma avaliação custo-benefício face ao atual sistema de reciclagem através do vidrão. A possibilidade foi avançada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no dia em que entrou em vigor o novo sistema para embalagens de plástico e metal.
O modelo, denominado “Volta”, permite aos consumidores receberem 10 cêntimos por cada embalagem de bebidas devolvida em máquinas automáticas, desde que cumpra requisitos como estar vazia, intacta e com código de barras. O sistema abrange embalagens até três litros e pretende atingir uma taxa de recolha de 90% até 2029.
A exclusão do vidro tem gerado críticas, mas o Governo defende que este material exige um tratamento diferente, não sendo compatível com as atuais máquinas de recolha. Segundo a ministra, o sistema existente de ecopontos pode continuar a ser mais eficiente, sendo necessário estudar a viabilidade económica de uma eventual integração.
O SDR encontra-se numa fase de transição até agosto, coexistindo com produtos sem o logótipo do sistema. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de promoção da reciclagem e reutilização, já aplicada em vários países europeus, com milhões de embalagens recolhidas anualmente.