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GNR apoia populações afetadas pela Depressão Kristin

A passagem da Depressão Kristin por Portugal Continental, caracterizada por ventos fortes, precipitação intensa, queda de árvores e danos significativos em infraestruturas, motivou uma resposta operacional alargada da Guarda Nacional Republicana (GNR), em articulação com os restantes agentes de proteção civil.

Face às múltiplas ocorrências registadas em diversas regiões do país, a GNR mobilizou efetivos e meios operacionais para as zonas mais afetadas, assegurando patrulhamento reforçado, reconhecimento de áreas isoladas, apoio ao trânsito e auxílio à circulação em vias condicionadas.

Segundo nota enviada à Beira Digital TV, esta atuação teve como principais objetivos reforçar a prevenção criminal, nomeadamente de furtos e burlas, aumentar a visibilidade policial em zonas vulneráveis e identificar rapidamente comportamentos suspeitos que pudessem explorar a fragilidade das populações afetadas.

Para além da vertente de segurança, a GNR desenvolveu um conjunto alargado de ações de apoio à população, em especial através da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS). Entre as principais intervenções destacam-se a desobstrução de vias, o apoio a populações isoladas, ações de busca, resgate e salvamento, bem como o apoio à evacuação preventiva sempre que se revelou necessário.

Os meios da GNR têm sido utilizados em estreita coordenação com bombeiros, Forças Armadas e outros serviços do Estado, com o objetivo de garantir a mobilidade das populações e permitir o acesso rápido dos serviços de socorro às áreas afetadas.

Um dos aspetos mais sensíveis da intervenção tem sido o apoio às populações que ficaram temporariamente incomunicáveis, devido a cortes de energia, falhas nas comunicações ou isolamento provocado por estradas obstruídas. Neste contexto, a GNR tem desenvolvido um trabalho de proximidade, assegurando o contacto direto com os cidadãos, sinalizando necessidades urgentes, acompanhando pessoas em situação de maior vulnerabilidade e funcionando como elo de ligação entre as populações isoladas e os restantes serviços de emergência.

A resposta operacional teve início ainda antes do impacto máximo da depressão. Durante a madrugada em que ocorreu a tempestade, encontravam-se de prevenção mais de 50 militares da UEPS, dispositivo que viria a ser reforçado com cerca de mais 60 militares nas regiões mais severamente afetadas, garantindo uma capacidade de intervenção contínua e ajustada à dimensão dos danos.

A Guarda Nacional Republicana apela ainda à população para que siga as indicações das autoridades e, após a passagem do fenómeno, evite aproximar-se de árvores instáveis, cabos elétricos caídos ou estruturas danificadas, até confirmação de segurança por equipas técnicas. Recomenda igualmente a preparação de kits de emergência domésticos, com bens essenciais que permitam autonomia por, pelo menos, 72 horas.

A GNR alerta ainda para a necessidade de vigilância acrescida de habitações danificadas ou temporariamente desocupadas e para a possibilidade de surgirem indivíduos que se façam passar por falsos técnicos de entidades públicas ou privadas. Qualquer situação suspeita deve ser comunicada de imediato às forças de segurança, devendo os cidadãos confirmar sempre a identificação profissional antes de permitir o acesso às suas residências.

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