A Câmara Municipal de Coimbra está a analisar o fim da gratuitidade do parque de estacionamento do Convento São Francisco, no âmbito de um estudo mais amplo sobre novas fontes de receita para o equipamento cultural. A medida surge associada à revisão da tabela de preços, recentemente aprovada com a abstenção dos vereadores da coligação Juntos Somos Coimbra.
A presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, defende que o espaço não deve funcionar como parque gratuito, sublinhando a existência de alternativas nas proximidades, como o parque da Praça das Cortes. Apesar de o pagamento do estacionamento ainda não constar da nova tabela, é apontado como uma das possíveis fontes de receita para o equipamento, que assinala 10 anos de atividade.
Segundo a autarca, o Convento São Francisco não é atualmente sustentável, registando uma redução da dotação municipal de 650 mil euros em 2025 para 594 mil euros em 2026. Ainda assim, esta diminuição estará a ser compensada pelo aumento de receitas, nomeadamente através da redução de isenções e descontos, que passaram de 79.600 euros no primeiro trimestre de 2025 para 63,6 mil euros no mesmo período de 2026.
A estratégia da autarquia passa por diversificar fontes de financiamento, incluindo mecenato, revisão de preços e eventual cobrança de estacionamento, sem reduzir a atividade cultural. Já o vereador José Manuel Silva levantou dúvidas sobre o impacto das medidas, alertando para possíveis constrangimentos no trânsito em dias de grandes eventos e para a necessidade de avaliar os efeitos no público.