O músico viseense Carlos Peninha, nome artístico de Carlos Alberto Carvalho Marques, tem construído uma carreira sólida como guitarrista, compositor, autor e professor de educação musical. Autodidata nos primeiros passos na guitarra, aprofundou a sua formação nos conservatórios de Aveiro, Viseu e Porto, assim como na Escola de Jazz do Porto, onde estudou com nomes como Carlos Azevedo, Mário Barreiros e Pedro Barreiros. Foi cofundador do Quinteto Jazz de Viseu, mantendo até hoje a continuidade do projeto através do seu próprio quarteto.
Nos anos 90, destacou-se pela organização dos Encontros de Jazz de Viseu e iniciou uma ligação de longa duração ao Trigo Limpo Teatro ACERT, criando música original para peças e espetáculos que fundem música e palavra, gravando CDs e assumindo direções musicais. Essa colaboração levou-o a projetos de intercâmbio cultural em países como Galiza, Moçambique, Brasil, Alemanha, Reino Unido, França, Espanha e Suíça, além de colaborações com estruturas como a D’Orfeu, Teatro do Montemuro, Entretanto Teatro, Teatroesfera, A Barraca e Teatro Viriato.
Ao longo do seu percurso, participou em diversas gravações, com especial destaque para trabalhos com o açoriano José Medeiros e para o CD A Viagem do Elefante, onde desenvolveu arranjos sobre música de Luís Pastor. Nos últimos anos, concretizou projetos mais pessoais com a edição dos discos Tocar o Chão (2017), Ponto de Vista (2019) e Dispersos (2021), este último reunindo três décadas de gravações inéditas. Em setembro de 2023 lançou Tudo começa agora, um trabalho inovador que junta um quinteto de jazz a um quarteto de cordas, com o apoio do Município de Viseu.
Distinguido com o Prémio Mérito Artístico dos Prémios Animarte em 2012 e novamente em 2019, Carlos Peninha mantém-se ativo e multifacetado. Durante a pandemia, criou o projeto digital Sessões (In)discretas no YouTube, em colaboração à distância com outros músicos. Atualmente, apresenta ao vivo diferentes formações, incluindo Duplo Sentido, com versões de música pop, Tocar o Chão, baseado em poesia de língua portuguesa, e o Carlos Peninha Quinteto + Quarteto de Cordas, explorando repertório instrumental original.