A inalação de fumos ou de substâncias químicas irritantes, bem como o calor, pode provocar danos nas vias respiratórias, quer por lesão direta causada pelo calor, quer por irritação e toxicidade resultantes dos componentes químicos do fumo.
Perante a previsão de tempo quente e seco para os próximos dias, com temperaturas que poderão ultrapassar os 40 °C em algumas regiões e perigo de incêndio rural de nível Muito Elevado a Máximo nas regiões Norte, Centro e Algarve, a Direção-Geral da Saúde alerta para os riscos associados à exposição ao fumo dos incêndios.
Para reduzir o risco, recomenda-se evitar a exposição ao fumo, permanecendo em casa com portas e janelas fechadas, em ambiente fresco. Caso seja possível, utilizar ar condicionado no modo de recirculação de ar.
Deve igualmente evitar-se o uso de fontes de combustão dentro de casa, como aparelhos a gás ou lenha, tabaco, velas ou incenso, e limitar ao máximo as atividades no exterior.
Quando a exposição for inevitável, a utilização de máscara ou respirador (N95) é aconselhada.
Pessoas com doenças respiratórias, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), devem manter a medicação habitual e seguir as orientações médicas em caso de agravamento dos sintomas. É fundamental manter-se informado, hidratado e fresco.
Em situação de inalação de fumos, deve-se retirar a pessoa da zona afetada e evitar que continue exposta ao calor ou ao fumo. É importante verificar sinais de alarme, como queimaduras faciais, dificuldade respiratória ou alterações do estado de consciência.
Em caso de necessidade, deve contactar-se o SNS 24 (808 24 24 24) ou, em emergência, o 112.
A Direção-Geral da Saúde lembra ainda que não existe evidência científica que comprove a utilidade do leite como antídoto para o monóxido de carbono, pelo que esta prática não tem fundamento.