O custo dos produtos alimentares continua a aumentar e poderá alcançar um novo recorde já nos próximos dias, segundo o alerta da DECO. A subida dos preços da energia tem tido impacto direto no valor dos bens essenciais, agravando as despesas de famílias e empresas.
Perante este cenário, o Governo tem sido pressionado a adotar medidas como a redução do IVA na energia e a aplicação de IVA zero em alguns alimentos, com o objetivo de aliviar o custo do cabaz alimentar. Ainda assim, no dia a dia, consumidores e comerciantes dizem sentir cada vez mais o peso da inflação.
Nos mercados tradicionais, muitos clientes admitem que tiveram de mudar hábitos. Compram apenas o essencial e fazem uma gestão mais rigorosa do orçamento familiar, numa tentativa de lidar com os aumentos sucessivos.
Do lado dos profissionais, também há dificuldades. Empresários do setor da restauração apontam fatores como o aumento dos combustíveis e o contexto internacional como causas para a subida generalizada dos preços, referindo ainda impactos indiretos que afetam o consumo.
Para tentar equilibrar a situação, alguns vendedores recorrem à compra em grandes quantidades, procurando assim reduzir custos e conseguir praticar preços mais acessíveis. Ainda assim, a tendência mantém-se de subida e aumenta a preocupação quanto à evolução do custo de vida nas próximas semanas.