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AESL pede medidas urgentes para salvar empresas

AESL pede medidas urgentes para salvar empresas @AESL

A AESL – Associação Empresarial Serra da Lousã, manifesta a sua enorme preocupação face aos sucessivos aumentos dos combustíveis, sendo já esperado um novo aumento na próxima semana, alertando para o impacto cada vez mais grave que esta situação está a provocar nas empresas, na economia e nas famílias.

Segundo a AESL, os constantes aumentos do gasóleo e da gasolina estão a fazer disparar os custos de transporte, distribuição, produção, deslocações comerciais e serviços, afetando diretamente a competitividade das empresas, sobretudo das micro, pequenas e médias empresas.

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A AESL  reforça ainda que os territórios do interior são dos mais penalizados por esta realidade, uma vez que o automóvel continua a ser essencial para quase tudo no dia a dia das empresas e das famílias.

“No interior, o carro não é um luxo, é uma necessidade. As empresas e as pessoas precisam diariamente de se deslocar muitos quilómetros para trabalhar, transportar mercadorias, prestar serviços, ir a clientes ou aceder a serviços básicos. Aqui o impacto dos combustíveis sente-se ainda mais”, alerta Carlos Alves, Presidente da AESL.

O responsável afirma ainda que “as PME portuguesas, especialmente as mais pequenas, já não conseguem continuar a absorver estes aumentos. Muitas empresas trabalham com margens muito reduzidas e simplesmente não têm capacidade financeira para suportar continuamente estes custos”.

Carlos Alves alerta ainda que muitas empresas não conseguem repercutir os aumentos nos preços finais, porque arriscam perder clientes, contratos e inviabilizar negócios.

“Estamos a chegar a um ponto muito perigoso. Muitas empresas não conseguem aumentar preços ao ritmo dos custos, mas também já não conseguem continuar a absorver prejuízos. Mais cedo ou mais tarde estes aumentos terão de ser repercutidos, o que irá agravar ainda mais os preços para consumidores e empresas”, refere.

O Presidente da AESL considera que Portugal está a entrar numa situação económica preocupante e pede uma resposta imediata do Governo.

“Estamos claramente a entrar numa crise. Os nossos governantes têm de planear e tomar medidas urgentes já. Mais tarde pode já não ir a tempo de evitar encerramentos de empresas, perda de postos de trabalho e enormes dificuldades económicas para milhares de famílias”, sublinha.

A AESL defende que o Governo deve avançar rapidamente com medidas concretas de apoio à economia e às empresas, nomeadamente a redução temporária dos impostos sobre os combustíveis, a revisão do ISP, apoios diretos às empresas mais afetadas, medidas extraordinárias de apoio à tesouraria e incentivos à competitividade e manutenção do emprego.

A AESL reforça ainda que o tecido empresarial não pode continuar sozinho a suportar todos estes aumentos, apelando a uma resposta rápida, firme e eficaz para proteger a economia portuguesa.

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