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Autarca da Lousã quer Urgência Básica no Centro de Saúde. ULS Coimbra prometeu mais médicos

O presidente da Câmara Municipal da Lousã disse hoje que a ampliação do Centro de Saúde deve evoluir para uma Urgência Básica para evitar algumas deslocações da população a Coimbra, após começarem a funcionar os serviços de especialidades médicas e de exames de diagnóstico

Víctor Carvalho, que falava na Assembleia Municipal Extraordinária dedicada às celebrações do 25 de Abril, no Teatro Municipal da Lousã, afirmou que “o Serviço Nacional de Saúde é um dos maiores pilares da democracia” e realçou as “responsabilidades claras” ao nível local para “garantir proximidade, melhorar respostas e defender melhores cuidados de saúde para a população”. O edil elencou as valências que vão funcionar no edifício de alargamento do Centro, que está a ser construído, entre estas: serviços como Raio X, oftalmologia, análises clínicas, nutrição, saúde oral, psicologia e psiquiatria.”

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“Continuaremos ainda a trabalhar para acrescentar novos meios complementares de diagnóstico como sendo o eletrotcardiograma, reforçando a capacidade de resposta no local e reduzindo deslocações a Coimbra”, revelou o autarca acrescentando: “está também previsto o funcionamento do Serviço de Atendimento Complementar, com o objetivo de evoluir para um serviço de urgência básica, assegurando resposta a situações agudas, incluindo aos fins de semana.

Víctor Carvalho lembrou “o compromisso da ULS de Coimbra de reforçar a contratação de médicos, garantindo melhores respostas em situações urgentes ou agudas.”

“O edifício mais antigo – explicou – será dedicado exatamente para aquilo que foi desenhado, cuidados de saúde familiar e a prevenção da saúde toda a comunidade. Será igualmente instalada a unidade de cuidados da comunidade no novo edifício, essencial no apoio domiciliário e comunitário a pessoas em situação de vulnerabilidade ou dependência. Sabemos que há ainda desafios. No acesso, nos tempos de resposta e na fixação dos funcionários. Mas é com trabalho, diálogo e persistência que iremos continuar a procurar soluções.”

O autarca, eleito em outubro por uma coligação entre PSD e CDS-PP, lembrou que “Abril não foi apenas uma mudança de regime, foi o início de uma transformação profunda no nosso país, com impacto concreto no poder local democrático, próximo, atento e ao serviço das populações”.

“Após mais de quatro décadas de governação, por uma mesma força política [o PS], a população escolheu uma nova liderança. A escolha essa deve ser entendida como aquilo que verdadeiramente é: uma afirmação clara da vitalidade democrática e da confiança no poder da mudança. Assumimos essa responsabilidade com respeito pelo passado e com inspiração para o futuro” – expôs o edil.

Víctor Carvalho vincou que “se há áreas onde o legado de Abril é mais visível, é na educação e na saúde. Na educação, a Escola Pública abriu portas a todos e é também nossa responsabilidade continuar esse caminho com ambição e qualidade.”

“Na Lousã, temos hoje investimentos muito relevantes em curso que demonstram o nosso compromisso com o futuro. Destaco a requalificação da Escola Secundária da Lousã. Uma intervenção profunda numa infraestrutura fundamental para o nosso concelho. Será totalmente renovada, garantindo melhores condições para alunos e toda a comunidade educativa. Esta intervenção inclui ainda a requalificação do pavilhão desportivo, reforçando não só a resposta educativa, mas também as condições para a prática desportiva dos clubes do nosso concelho. Estamos assim a investir na educação, no desporto, na saúde e na coesão da nossa comunidade. Mas temos perfeita noção de que o caminho não está concluído. “

O presidente da Câmara da Lousã revelou que a “intervenção na Escola Básica n.º 2” ainda “não tem condições de financiamento asseguradas”. Para a Escola n.º1 anunciou a construção da “cobertura do recreio” que admite trazer “grande impacto no conforto e segurança” das crianças.

No âmbito da proteção civil estão também a ser “preparados investimentos relevantes que serão muito brevemente anunciados”, não especificando. Assume que a necessidade de “reparar o território e torná-lo mais resiliente não pode ser apenas discurso. Tem de ser ação, ação concreta, em todas as épocas críticas, sejam elas incêndios ou intempéries.”

Santinho Antunes, presidente da Assembleia Municipal, afirmou também durante a sessão que a instituição “tem de afirmar-se como o órgão mais ativo, mais visível e plenamente capacitado, como órgão deliberativo por excelência do município, como órgão de fiscalização da atividade”.

O advogado, eleito pela mesma coligação PSD/CDS-PP indicou que este processo de afirmação “não se faz apenas no plano teórico, faz-se através de medidas concretas da autonomia das Assembleias Municipais e da sua aproximação aos cidadãos, dando como exemplo “a descentralização das sessões da Assembleia Municipal em todas as freguesias. Acrescenta que as assembleias municipais devem fazer a “valorização do trabalho dos seus deputados, fornecendo instrumentos e condições para que o seu trabalho possa ser desempenhado da melhor forma”.

“As freguesias são essenciais na coesão territorial e social” – adiantou Santinho Antunes. “São o espaço onde a democracia se concretiza no quotidiano dos cidadãos, mas para isso se precisam do recurso financeiro e humano, para fazer face às responsabilidades cada vez maiores que lhes são atribuídas. E o mesmo se diga quanto à Câmara Municipal. Se queremos uma Câmara Municipal mais forte, mais próxima e mais eficaz, temos de garantir uma distribuição mais justa e adequada de recursos a nível nacional, combatendo o centralismo que existe na capital. Porque não basta descentralizar competências, é indispensável descentralizar meios. Não basta exigir proximidade, é imperativo criar condições para a exercer. Sendo certo que a atual configuração do financiamento das autarquias não responde plenamente às exigências de hoje que recaem sobre o município” – conclui.

Na sessão, com guarda de honra pelos Bombeiros Municipais da Lousã, discursaram ainda todas as forças partidárias e movimentos com assento na Assembleia Municipal: Chega, Movimento Independente pela Lousã (MIL), Partido Socialista e PSD/CDS-PP.

Antecedida pelo hastear da bandeira ao som de A Portuguesa pelas filarmónicas da Lousã e de Serpins, a sessão do 25 de Abril da Assembleia Municipal terminou com um concerto musical.

Almedina Ensemble interpretou as próprias para quarteto de cordas das músicas que ficaram no imaginário da Revolução de Abril de 1974. O grupo lançou recentemente o primeiro álbum.

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