Durante a tarde de ontem, dia 23 de abril, na Casa do Adro, em Viseu, realizou-se a apresentação pública do projeto INVEST Viseu Dão Lafões e da “Estratégia e Programa de Ação no Domínio da Competitividade e Captação de Investimento”.
O projeto INVEST foi desenvolvido em copromoção pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões e pela AIRV – Associação Empresarial da Região de Viseu, tem como principal objetivo valorizar o território e o tecido empresarial da região no panorama internacional, evidenciando produtos e serviços de excelência criados por empresas inovadoras, criativas e dinâmicas.
“O projeto ‘Invest Viseu Dão Lafões’ visa a dinamização de ações coletivas de internacionalização que contribuam para o reforço da presença do tecido empresarial em cadeias de valor e mercados internacionais”, referiu Sofia Freitas, técnica da CIM Viseu Dão Lafões.
O projeto vai marcar presença no Portugal Nação Global, na próxima semana, nos dias 29 e 30 de abril, em Lisboa, para se dar a conhecer. O INVEST pretende “apoiar a internacionalização e a captação de investimento” para a região e a iniciativa em Lisboa será uma “boa oportunidade, uma vez que também estarão presentes empresários residentes no estrangeiro” com quem pretendem reunir, afirma Sofia Freitas.
Com mais de 300 mil euros disponíveis, 271 dos quais de fundos europeus, através do programa Feder, o projeto Invest Viseu Dão Lafões destaca três “clusters” da economia da região, como são o setor agroalimentar, a floresta e derivados, e a “silver economy”. A escolha desses três setores teve em conta os dados económicos da região que abrange 14 municípios, como o agroalimentar que “tem consolidado 10% a 12% do VAB (valor acrescentado bruto) regional e o das florestas e derivados contabiliza 07% a 09%”.
“O “silver economy” é um setor emergente estratégico e os dados que temos é que a nossa região tem uma boa capacidade de evoluir neste setor, com potencial para chegar a 4%/5% do VAB regional”, argumentou a técnica da CIM Viseu Dão Lafões.
O Invest prevê sete intervenções relevantes sendo 18 ações de disseminação, 12 acordos de colaboração e criar impacto junto de 200 pequenas e médias empresas e outras empresas. Segundo Sofia Freitas, entre as intervenções mais relevantes previstas está a potencialidade de “chegar, principalmente, aos mercados dos Estados Unidos da América (EUA) e dos Países Baixos e outros”, e para isso pretendem organizar ações como feiras internacionais.
Assim como celebrar acordos e parcerias com Embaixadas, Câmaras de Comércio e Indústria e associações empresariais, entre outras instituições e de mais países como Espanha, França, Alemanha ou Reino Unido, exemplificou.
Nuno Martinho, secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, afirma ser um projeto que “pretende trabalhar em rede, de forma igual, numa lógica de complementaridade e não como substituto” de outras ações de investimento. “Temos condições de, nos próximos anos, fazer um trabalho diferenciador a contar com o apoio dos 14 municípios da CIM e da AIRV (Associação Empresarial da Região de Viseu)”, rematou.
O presidente da AIRV, João Cotta, defendeu que este projeto “é uma mudança de paradigma, ou seja, as empresas e o mercado regional deixam de ser reativos para passar a ser proativos e estes três “clusters” são o embrião, porque a ideia é ser mais abrangente”.
O presidente da CIM Viseu Dão Lafões, João Azevedo, defendeu que “os autarcas querem mais investimento, mais qualidade de vida das pessoas, melhores salários, melhores vias de comunicação, mais cultura e desporto e querem fixar as pessoas desde jovens até ficarem mais grisalhos”.