A Fraga, em Vila Nova de Poiares, recebe, no próximo dia 18 de abril, a segunda edição do “Wildfire Challenge”, uma iniciativa organizada pelos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares, com o apoio da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra.
A prova, que deverá contar com cerca de 300 participantes de todo o país, consiste num percurso de aproximadamente 800 metros, realizado em subida e com elevado grau de dificuldade, onde os atletas competem equipados com proteção individual completa de combate a incêndios rurais.
Em entrevista à Beira Digital TV, o comandante Luís Sousa explicou que “é uma prova de cerca de 800 metros com equipamento de proteção individual completo e que será cronometrada”, acrescentando que os participantes partem “de 30 em 30 segundos”. O responsável sublinha ainda a exigência do desafio: “é uma prova a subir, com algum grau de dificuldade pelo sinuoso”.
A iniciativa não é exclusiva para bombeiros, estando aberta também a elementos de várias entidades ligadas ao combate a incêndios, como forças especializadas e equipas florestais. “Temos inscrições de Norte a Sul do país”, destacou o comandante, referindo que a prova tem gerado grande interesse.
Além da vertente competitiva, o evento pretende promover o convívio entre operacionais e dar a conhecer o território. Toda a logística estará concentrada na zona das piscinas da Fraga, espaço que a organização quer valorizar. “A ideia é fazer uma manhã diferente e dar a conhecer aquilo que Poiares tem de bom”, afirmou.
Já o presidente da direção, Carlos Henriques, destacou o envolvimento da comunidade e de várias entidades no apoio à organização. “Temos o apoio de empresas, instituições, da Câmara Municipal e da Associação de São Miguel, que nos ajudam em várias questões logísticas”, referiu.
O responsável considera que a prova funciona também como um teste à preparação física dos operacionais: “é uma espécie de trail, mas com equipamento pesado, em subida íngreme vai ser interessantíssimo ver”.
A organização garante que haverá zonas de acesso para o público acompanhar a prova, bem como um espaço de convívio com serviço de bar, cujas receitas revertem para a associação.
A poucos dias do arranque da época crítica de incêndios, o comandante Luís Sousa admite preocupação com os próximos meses. “Prevê-se um ano difícil”, alertou, apontando para o crescimento da vegetação e o aumento do risco. Ainda assim, deixou um apelo à população para evitar comportamentos de risco, sublinhando que “os bombeiros estarão preparados para minimizar os efeitos”.