A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra está a reforçar a aposta numa cultura organizacional centrada na Humanização dos cuidados, tendo formado 928 profissionais ao longo de 2025 no âmbito do Curso de Humanização. A iniciativa pretende desenvolver competências relacionais, éticas e comunicacionais, promovendo cuidados mais próximos, empáticos e respeitadores da dignidade humana.
Em nota enviada à Beira Digital TV, Sílvia Monteiro, Diretora do Serviço de Humanização destaca “Numa instituição de reconhecido prestígio, a humanização dos cuidados de saúde deve ser assumida como uma prioridade, onde a excelência técnico-científica caminha lado a lado com a excelência ética e relacional do humanismo no cuidar”. “a Humanização não é um conceito abstrato; concretiza-se diariamente em gestos de cuidado, escuta ativa, empatia e compaixão. A humanização exige uma decisão e compromisso pessoal de cada profissional de saúde”, acrescenta a Diretora do Serviço de Humanização.
Iniciado em março de 2025 e criado pela equipa do antigo Gabinete de Humanização, o curso dirige-se a profissionais de várias áreas e categorias, com uma formação de um dia que aborda temas como comunicação profissional-doente e interprofissional, relações interpessoais, direitos e deveres dos doentes, contributos da inteligência artificial e boas práticas de cuidados humanizados, incluindo o trabalho da Equipa de Cuidados Paliativos Pediátricos.
Segundo, Alexandre Lourenço, Presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra, “Para a ULS de Coimbra é essencial cuidar e valorizar não só os seus utentes, como os seus profissionais. Por isso, a formação integra momentos de reflexão sobre o alinhamento entre trabalho e propósito de vida, bem-estar, desenvolvimento pessoal e profissional e modelos de liderança colaborativos e compassivos, que reconhecem a centralidade da pessoa como agente de mudança”.
“A criação recente do Serviço de Humanização traduz o compromisso firme da instituição em fortalecer uma cultura organizacional assente na escuta ativa, no respeito pelos direitos e pela dignidade da pessoa doente e no reconhecimento do humanismo como fundamento essencial do cuidar”, conclui o responsável.
O novo Serviço de Humanização estrutura-se em três pilares — cuidados centrados na pessoa doente, cuidar de quem cuida e transformação da cultura organizacional — com o objetivo de inspirar toda a instituição rumo a uma saúde mais inclusiva, solidária e humana.