O café torrado moído, a carne e os laticínios estão entre os produtos que mais contribuíram para a nova subida do cabaz alimentar essencial da DECO PROteste, que esta semana passou a custar 244,34 euros, mais 0,67 euros do que na semana anterior. O valor representa o segundo mais alto desde janeiro de 2022, segundo a nota enviada pela organização de defesa do consumidor à Beira Digital TV.
De acordo com a DECO PROteste, o preço do cabaz, composto por 63 produtos alimentares essenciais, está a aumentar há três semanas consecutivas e mantém-se muito próximo do recorde registado em julho deste ano (245,79 euros).
O conjunto monitorizado inclui alimentos como carne, peixe, frutas, legumes, laticínios, congelados e produtos de mercearia, entre os quais peru, frango, pescada, cebola, batata, arroz, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.
Entre todos, o café torrado moído destaca-se como o produto que mais encareceu em 2025, custando agora 5,13 euros por embalagem de 250 gramas.
A análise semanal revela ainda que, entre 29 de outubro e 5 de novembro, o cabaz aumentou 0,27%, o equivalente a 0,67 euros. Comparando com o início do ano, a subida é de 3,46% (mais 8,18 euros), e face ao mesmo período de 2024, o aumento é de 4,61% (+10,76 euros). Desde o início da monitorização, em janeiro de 2022, o custo do cabaz disparou 30,18%, o que representa mais 56,64 euros.
A DECO PROteste recorda que a monitorização do cabaz foi iniciada em fevereiro de 2022, na sequência da subida generalizada dos preços alimentares provocada pela inflação, e que os valores são atualizados semanalmente com base em médias nacionais.