A Associação Académica de Coimbra (AAC) manifestou “profundo descontentamento e indignação” perante as declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre, sobre o descongelamento do valor das propinas para o ano letivo 2026/2027, com atualização em função da inflação.
Em nota enviada aos órgãos de comunicação social, a AAC considera que esta decisão revela “total inconsciência e desfasamento da realidade” por parte do Ministério da Educação, lembrando que o aumento das propinas “vai excluir aqueles que não disponham de capacidade financeira e pretendam prosseguir os seus estudos”.
A associação destaca que Portugal continua a ter “propinas em valores significativos” em comparação com outros países da União Europeia, referindo ainda que os apoios sociais existentes não chegam a todos os estudantes em situação de vulnerabilidade económica.
Segundo a AAC, a medida agrava desigualdades num contexto em que “o aumento dos preços da habitação, do custo de vida e a insuficiência dos apoios sociais” já representam fatores de exclusão.
A estrutura estudantil reafirma a sua “frontal oposição” ao descongelamento e admite recorrer a protestos: “Queremos estudar, sem que nos perguntem se conseguimos pagar”, lê-se na nota.