O distrito de Coimbra está hoje, sexta-feira, 25 de julho, sob alerta crítico devido ao risco de incêndio rural, com cinco concelhos em perigo máximo e vários outros em risco muito elevado, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua são os concelhos mais afetados, onde as condições meteorológicas criam um cenário particularmente preocupante para a ocorrência e propagação de incêndios.
A estes juntam-se ainda, com risco muito elevado, os concelhos de Cantanhede, Coimbra, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure e Vila Nova de Poiares. O IPMA prevê para os próximos dias tempo quente, com temperaturas acima da média, vento moderado a forte nas terras altas e ausência de precipitação, fatores que contribuem para a permanência deste nível de alerta.
A situação crítica em Coimbra insere-se num cenário nacional de elevado risco. Mais de 60 concelhos de norte a sul do país estão esta sexta-feira em perigo máximo, nomeadamente nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Aveiro, Leiria, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro. O IPMA indica ainda que o perigo poderá agravar-se até ao final da próxima semana, apontando para a permanência de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica.
Durante os dias classificados com risco “muito elevado” ou “máximo”, é proibido realizar queimadas, quer em zonas rurais quer em áreas urbanas. Fora destes dias, só são permitidas com autorização do município e registo obrigatório na aplicação oficial. As autoridades reforçam o apelo à prevenção e ao comportamento responsável, lembrando que qualquer descuido pode ter consequências graves para as populações, o ambiente e os recursos naturais.