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76% dos jovens rurais querem ficar nas suas terras mas exigem transportes e acesso a melhores empregos

Relatório europeu sobre a juventude rural, coordenado pelo investigador do CIS-Iscte Francisco Simões, sugere a introdução de sistemas de partilha de carros nas áreas mais remotas, como o carsharing (aluguer de curta duração de frotas) e o carpooling (partilha de boleias/despesas). “Além de reduzirem o isolamento das populações jovens, estas opções são mais sustentáveis e menos dispendiosas”, afirma Francisco Simões, que coordenou a investigação.

Quase 80% dos jovens das zonas rurais europeias deseja viver, estudar ou trabalhar nos seus territórios de origem ou nas proximidades, desde que as povoações das suas áreas de residência passem a ter uma rede de transportes minimamente eficaz, serviços de educação com qualidade para os seus filhos e mais oportunidades de participação cívica. Os jovens reivindicam também serviços públicos que lhes permitam candidatar-se mais facilmente a empregos geralmente reservados a quem vive em áreas urbanas.

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Estas são conclusões do relatório “Here to stay? The transitions of rural youth before and after the Covid-19 pandemic” elaborado pela Youth Partnership – uma parceria entre o Conselho da Europa e a Comissão Europeia – sob a coordenação científica de Francisco Simões, investigador do Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-Iscte). “É fundamental que a União Europeia crie condições para que os jovens possam fixar-se nos seus territórios de origem, sem serem forçados a emigrar por falta de oportunidades”, afirma Francisco Simões. Segundo o docente do Iscte, “este relatório é um contributo para o debate europeu sobre o ‘direito a ficar’, um dos eixos prioritários da política da Comissão Europeia”. 

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