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Vídeo | Universidade de Coimbra dá as boas-vindas a 3.500 novos estudantes

As matrículas para o ano letivo 2025/2026 arrancaram esta semana na Universidade de Coimbra, recebendo mais de 3.500 novos estudantes. Entre expectativas, nervosismo e orgulho, alunos e famílias partilharam com a Beira Digital TV as primeiras impressões desta nova etapa.

Entre os recém-chegados a Coimbra, Augusto, de Aveiro, partilhou a felicidade de ter entrado em Medicina Dentária, a sua primeira opção: “As primeiras pessoas a saber foram os meus pais e fiquei muito feliz. É um momento importante da vida e também de ganhar maturidade. Coimbra tem muita tradição e vida académica, espero que seja uma boa experiência.”

Já Tiago e Rita, que entraram juntos no curso de Matemática, mostraram entusiasmo: “Sempre quisemos Coimbra. Foi incrível abrir o e-mail e ver que entrávamos os dois. Agora é estudar, mas também aproveitar a vida académica.”

De Fátima chega Guilherme que escolheu Geografia: “Sempre gostei da área e sempre tive boas referências de Coimbra. Acho que vai ser um ano de coisas novas e boas experiências.”

Também Maria Fonseca, de Leiria, agora estudante de Enfermagem, descreveu a entrada como a concretização de um sonho: “Sempre quis vir para Coimbra. Estou nervosa, mas muito feliz. Vai ser uma etapa importante da minha vida.”

O orgulho das famílias e professores

O arranque das matrículas foi vivido com emoção pelas famílias. Os pais de Maria, Ana Paula e Márcio Fonseca, sublinharam o orgulho pela filha única: “É um sonho realizado. Queremos que ela aproveite ao máximo, que se divirta e seja feliz nesta nova etapa.”

A professora Carla Pereira, que encontrou o aluno Guilherme nas matrículas, destacou a importância deste passo: “É um orgulho imenso ver os alunos a entrar naquilo que sempre desejaram. A faculdade é outro mundo: dá autonomia e maturidade, mas é também um mundo fantástico.”

Carlos Magalhães alerta para problemas no ensino superior

À Beira Digital TV, o presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), Carlos Magalhães, sublinhou as preocupações estruturais no acesso e permanência no ensino superior:

“Os cerca de 3.500 estudantes, é sempre para dar antes de mais as boas-vindas à Universidade de Coimbra e à Associação Académica de Coimbra. Mas não podemos deixar de assinalar a redução de cerca de 10 mil candidatos ao ensino superior face a anos anteriores, o valor mais baixo desde 2016, o que nos preocupa bastante.”

O responsável destacou ainda os problemas de habitação estudantil:

“Em Coimbra, o valor médio da renda está agora nos 280 euros, mais 10 euros do que no ano passado. Em Lisboa ronda os 500 e no Porto os 400. Estes custos, a juntar às propinas e às despesas de vida, tornam-se incomportáveis para muitas famílias.”

Para Carlos Magalhães, é essencial que se avance com soluções:

“O Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior deveria estar concluído no próximo ano e só está 11% executado. Isso significa que a oferta pública de camas para estudantes continua insuficiente e em condições pouco dignas. Por isso, a AAC tem feito visitas a alojamentos e emitido certificados de habitabilidade, para assegurar condições mínimas a quem chega.”

O Presidente da AAC lembrou ainda que o ensino superior português precisa de uma revisão profunda, referindo-se ao Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), que não é atualizado desde 2007:

“Portugal é dos países que mais talento produz na União Europeia, mas esse talento emigra. É preciso garantir condições para que os estudantes não só ingressem e concluam os cursos, mas também possam permanecer no país.”

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