O passageiro que seguia no lugar 11A é o único sobrevivente da queda do avião da Air India, que se despenhou, esta quinta-feira, pouco depois de descolar do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia, em direção a Londres (Gatwick). A bordo seguiam 242 pessoas — 230 passageiros e 12 tripulantes — entre as quais sete cidadãos com nacionalidade portuguesa. As autoridades confirmaram mais de 290 mortos, número que inclui também vítimas em terra.
New CCTV footage emerges of the Air India 787 as it took off from Ahmedabad. It also appears to show smoke (or dust) as the aircraft lifted off from the runway. pic.twitter.com/8ytjZCDOP1— Breaking Aviation News & Videos (@aviationbrk) June 12, 2025
O Boeing 787 Dreamliner caiu numa zona residencial de Meghani Nagar, provocando um grande incêndio e destruição em vários edifícios. Inicialmente, a polícia local tinha declarado que não havia sobreviventes, mas uma das pessoas a bordo foi entretanto encontrada com vida.
O acidente está a ser considerado um dos piores da história da aviação civil indiana. É também o primeiro do género envolvendo um Boeing 787 Dreamliner, segundo fontes citadas pela agência AFP.
De acordo com a Direção Geral da Aviação Civil da Índia, o piloto — com mais de 8.000 horas de voo — emitiu um sinal de emergência (“mayday”) pouco após a descolagem, pelas 13h39 locais (08h10 em Lisboa). Após esse contacto, perdeu-se o sinal da aeronave.
Entre os passageiros havia 169 indianos, 43 britânicos, sete portugueses e um canadiano. O governo português confirmou que os cidadãos lusos tinham dupla nacionalidade.
O primeiro-ministro do estado de Gujarat, Bhupendra Patel, ativou operações de socorro urgentes. Já o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, classificou o acidente como uma “tragédia indescritível”. O Reino Unido também manifestou pesar, com o primeiro-ministro Keir Starmer a dizer estar “devastado” com as imagens do acidente.
A fabricante Boeing informou que está a recolher dados e a colaborar com as autoridades indianas. A Agência Americana de Segurança nos Transportes (NTSB) vai enviar uma equipa de investigação para apoiar os trabalhos no terreno.
A causa do acidente ainda não foi determinada.
(Notícia em atualização)