João Pedro Pais subiu pela primeira vez ao palco da Queima das Fitas de Coimbra, numa atuação que descreveu como “um gosto enorme” e “um momento muito especial”.
O cantor, que já tinha atuado noutras queimas estudantis — nomeadamente no Porto e em Lisboa — mostrou-se visivelmente emocionado por, finalmente, fazer parte daquele que é um dos maiores eventos académicos do país.
“Quando recebi o convite, disse logo: até que enfim”, partilhou, recordando que há mais de duas décadas não cantava numa queima universitária. A sua presença coincidiu ainda com o Dia do Antigo Estudante, algo que lhe atribuiu um significado adicional: “Tem um significado brutal para mim. Que seja sempre assim. Se for neste dia, não me importaria nada de voltar cá mais vezes.”
Um dos momentos mais marcantes do concerto foi quando João Pedro Pais interpretou o tema “Coimbra é uma lição”, levando o público a cantar em uníssono. O artista revelou que a emoção vivida em palco teve raízes pessoais: “A minha mãe cantava-me esse tema quando eu era miúdo. Foi arrepiante ouvir as vozes em conjunto, a maneira como o público interpretou. Foi brutal.”
Durante o concerto, João Pedro Pais apresentou temas do novo álbum Amigo Improvável, que inclui sete canções originais e representa, segundo o próprio, “uma forma de mostrar que ainda está vivo musicalmente”. Sem esquecer os êxitos que marcaram a sua carreira, como Mentira, Ninguém é de Ninguém ou Louco por Ti, o cantor explicou que continua a procurar novas influências e colaborações, incluindo artistas da nova geração como Bispo ou os Calema.
No final, ficou a certeza de que a estreia na Queima de Coimbra não será esquecida tão cedo — nem por João Pedro Pais, nem pelo público que o acompanhou numa noite carregada de emoção, nostalgia e cumplicidade.