Teve início esta sexta-feira, em Vila Nova de Poiares, a ExpoCapriland 2025 – II Feira de Caprinicultura e I Jornadas Internacionais de Caprinicultura. O evento, promovido pelo Centro de Competências da Caprinicultura (CCC) em colaboração com a Câmara Municipal, reúne mais de 40 expositores e várias dezenas de entidades do setor agrícola, académico e institucional.
Em declarações à Beira Digital TV, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Vasco Estrela, destacou a importância estratégica do certame para o território. “Este evento tem grande relevância para Vila Nova de Poiares, mas também para toda a região. Estamos a falar da valorização de um património material e imaterial que é vital para o desenvolvimento destes territórios”, afirmou, sublinhando a necessidade de envolver autarquias, entidades governamentais e centros de investigação na promoção da caprinicultura.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, João Miguel Henriques, alertou para a crise que atravessa o setor.
“O pastoreio em Portugal está em crise. Se deixarmos de ter pastores, deixamos de ter cabras, chanfana, queijo, leite… e arriscamos perder todo um ecossistema económico e cultural”, referiu, reforçando que “é fundamental uma mudança de paradigma nos apoios públicos dirigidos à caprinicultura”.
O autarca reiterou que o evento é promovido pelo Centro de Competências da Caprinicultura, entidade autónoma com sede em Poiares e da qual o município é apenas um dos 28 associados.
“Transformámos Poiares na capital nacional da caprinicultura. Esta feira é ainda embrionária, mas tem todas as condições para se tornar uma das maiores da Península Ibérica nesta área”, disse, destacando ainda a realização das I Jornadas Internacionais de Caprinicultura, que decorrem este sábado e reúnem especialistas nacionais e internacionais.
Rui Amaro, recém-eleito presidente da direção do Centro de Competências, sublinhou que os objetivos passam por dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos oito anos.
“A nossa missão é projetar conhecimento, apoiar os caprinicultores e impulsionar uma agenda de inovação que melhore as condições de vida no setor”, afirmou, reforçando o papel dos caprinicultores como “agentes fundamentais na manutenção do território” e prestadores de “serviços de ecossistema inestimáveis para a sociedade”.
Ao longo dos três dias do evento, o recinto do Mercado Municipal transforma-se num ponto de encontro entre produtores, investigadores, instituições públicas e o público em geral.
Além da vertente técnica e científica, com destaque para workshops, debates e jornadas temáticas, a feira integra uma forte componente cultural e gastronómica, com mostras das seis raças autóctones portuguesas de caprinos, concertos, folclore, artesanato e provas de produtos típicos.
A ExpoCapriland 2025 termina no domingo, 18 de maio, com a eleição da “Miss Capriland”, marcada para as 18h30, e a cerimónia oficial de encerramento às 20h00.
A organização espera que esta edição sirva de alavanca para uma maior sensibilização em torno do setor caprino, essencial para o desenvolvimento sustentável e para a fixação de população nos territórios do interior.
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