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Vídeo | Benfeita celebra 80 anos do fim da II Guerra Mundial com cerimónia emotiva pela Paz

O som inconfundível das 1.620 badaladas da sua Torre Sineira ecoou mais uma vez pela encosta da serra, recordando o número de dias que durou o maior conflito armado do século XX e reafirmando o compromisso da comunidade com a memória e os valores da paz.

“Lembro-me da festa, da alegria. Foi um pandemónio de felicidade quando soubemos que a guerra tinha acabado. Fomos nós, a rapaziada, que fizemos o sino tocar com as nossas próprias mãos.”, disse Artur Costa à Beira Digital TV.

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Construída por iniciativa de Mário Mathias, benfeitense de gema e antigo membro do governo, a Torre Sineira da Benfeita tocou pela primeira vez a 7 de maio de 1945, antecipando-se até ao anúncio oficial do fim da guerra em algumas localidades.

“Esta torre foi construída como agradecimento pelo fim da guerra. É um símbolo único em Portugal e representa o apego profundo que o meu tio tinha à Benfeita e ao valor da paz.”, afirmou Marcello Duarte Mathias, diplomata e sobrinho de Mário Mathias.

O monumento tornou-se símbolo identitário da aldeia e é, segundo o presidente da Junta de Freguesia, José Gonçalves da Costa Pinheiro, “um ex-líbris da Benfeita e da região”, que atrai cada vez mais visitantes.

“Temos muita gente que já vem cá acima só para ver a torre. É um ponto de paragem obrigatório para quem vai ao Piódão”, afirmou o autarca, acrescentando que a tradição de tocar o sino no Dia da Paz se mantém viva, graças ao envolvimento dos habitantes.

O presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, destacou a importância de manter viva esta memória coletiva, especialmente num momento em que a guerra voltou à Europa: “Celebrar o fim da guerra, hoje, tem ainda mais sentido. Estas 1.620 badaladas lembram-nos do martírio que qualquer guerra provoca. A paz é frágil, mas essencial.”

A cerimónia contou com a presença da Secretária de Estado da Defesa Nacional. Ana Isabel Xavier sublinhou que “estar aqui hoje é relembrar que a paz não é garantida, é uma construção diária. É um imperativo rejeitarmos os populismos, os extremismos e a desinformação, e promovermos sociedades mais justas e democráticas.”

Foi na pequena aldeia da Benfeita, no concelho de Arganil, que durante hora e meia, o sino da Torre Sineira, voltou assinalar o Dia da Paz, comemorado há 80 anos.

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