A Associação Empresarial Serra da Lousã encontra-se a recolher informação junto dos empresários locais para avaliar os prejuízos causados pelo incêndio que deflagrou recentemente na Serra da Lousã e que atingiu também o concelho de Góis.
Em declarações à Beira Digital TV, a diretora executiva da associação, Ana Costa Silva, explicou que o trabalho de levantamento ainda está em curso, em articulação com a Câmara Municipal. “Já temos resposta de alguns associados com danos e prejuízos provocados pelos incêndios. Contudo, como a Serra ainda permanece encerrada, não conseguimos deslocar-nos diretamente aos empresários. Estamos a recolher dados por telefone e por e-mail, e em conjunto com a Câmara, que também tem uma equipa no terreno”, referiu.
Segundo a dirigente, os setores mais afetados são o turismo e a restauração, já que as Aldeias do Xisto registaram uma onda de cancelamentos. “Temos associados que tinham reservas completas até final de agosto e que foram totalmente canceladas. Mesmo alojamentos fora da Serra estão a ser afetados, porque as pessoas procuram sobretudo o turismo de natureza e os trilhos da Lousã. Neste momento, muitos negócios ficaram sem atividade, incluindo empresas que organizavam visitas e caminhadas na Serra”, explicou.
Ana Costa Silva alertou ainda para os efeitos de médio e longo prazo desta catástrofe. “Os prejuízos não se limitam a este ano. Quem cancela agora dificilmente voltará no próximo, porque a Serra continuará marcada pelo fogo. Estamos a falar de impactos que se vão prolongar por dois, três ou cinco anos. A Serra era o pulmão económico da região e dinamizava não só alojamento e restauração, mas também atividades associadas.”
Sobre as medidas apresentadas pelo Governo após a tragédia, a responsável considera que o apoio ao tecido empresarial é insuficiente. “O pacote das 45 medidas inclui algumas positivas, mas são escassas para a área económica. Defendemos que o lay-off simplificado já devia estar acessível e que é necessário um plano estratégico de longo prazo. O interior já estava esquecido e agora, perante uma das maiores catástrofes dos últimos anos na Serra da Lousã, tem de ser olhado de forma diferente.”
A Associação Empresarial já solicitou uma reunião com o Ministro da Economia e da Coesão Territorial para apresentar propostas concretas. “Queremos ser parte ativa da solução, porque conhecemos o território e as dificuldades dos empresários. Os apoios não podem ficar apenas pelo imediato”, sublinhou.
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