Na sequência das notícias sobre uma alegada doente oncológica “deitada no chão por falta de macas” no Serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra divulgou um esclarecimento detalhado baseado nos registos clínicos e nos testemunhos dos profissionais envolvidos.
Sobre a alegada falta de macas, a ULS afirma: “A afirmação de que a doente terá permanecido deitada no chão por falta de macas não corresponde à verdade”, explicando que “a doente entrou no Serviço de Urgência sentada em cadeira de rodas, acompanhada por dois familiares”, tendo sido um familiar que decidiu “estender uma manta no chão e deitar a doente, anunciando a intenção de fotografar e divulgar imagens”, situação que levou a uma intervenção imediata da equipa de enfermagem.
No comunicado é ainda sublinhado que “em nenhum momento, a ULS de Coimbra permitiu, nem permitiria, que uma doente permanecesse no chão por inexistência de meios, seja ela doente oncológica ou não”.
Quanto ao atendimento clínico, a ULS refere que a doente recorreu duas vezes ao Serviço de Urgência e “foi sempre triada com prioridade clínica laranja (muito urgente), de acordo com as queixas apresentadas, e observada dentro dos tempos-alvo definidos”, tendo sido avaliada, medicada e acompanhada clinicamente, “de acordo com as boas práticas e os protocolos vigentes”.
A ULS de Coimbra rejeita ainda “de forma clara e inequívoca, as acusações dirigidas aos seus profissionais”, defendendo que as equipas “têm enfrentado turnos particularmente exigentes e penosos”, e reafirma que se mantém “totalmente disponível para prestar todos os esclarecimentos adicionais que se revelem necessários”, reiterando o seu “compromisso com a verdade dos factos, com a qualidade dos cuidados prestados e com a defesa do Serviço Nacional de Saúde e dos seus profissionais”.