A Guarda Costeira Italiana encontrou 19 migrantes mortos, aparentemente por hipotermia, num barco ao largo da ilha de Lampedusa. Outros cinco migrantes, incluindo uma criança, sobreviveram, mas em estado crítico, tendo sido transportados para hospitais.
O grupo terá partido da Líbia na segunda-feira, aproveitando boas condições meteorológicas, mas desde terça-feira ventos fortes e chuva afetaram a região, com temperaturas de cerca de 10ºC. A travessia pelo Mediterrâneo central é considerada a rota migratória mais mortífera do mundo, com pelo menos 1.340 mortes registadas em 2025.
Também na rota oriental, próximo de Bodrum, sudoeste da Turquia, o naufrágio de uma lancha insuflável causou 18 mortos, tendo sido resgatados 21 sobreviventes. As autoridades turcas explicaram que a embarcação desobedeceu ordens de parar antes de começar a afundar.
Noutra tragédia nos Balcãs, 30 migrantes foram resgatados ao tentarem atravessar ilegalmente uma zona pantanosa na fronteira entre a Bósnia e a Croácia. O grupo, composto por cidadãos do Afeganistão, Paquistão, Índia e Bangladesh, foi detido, sendo oito hospitalizados com hipotermia.
Desde 2014, estas travessias continuam a gerar mortes e desaparecimentos. Só na rota croata/bósnia, mais de 12.500 migrantes tentaram entrar na Europa em 2025, contabilizando pelo menos 400 mortos ou desaparecidos desde então, segundo a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex).