Em maio e junho, o Teatrão promove uma programação diversa e centrada sobretudo no seu projeto pedagógico e comunitário. Além da programação externa habitual, com espetáculos de estruturas como a Imaginar do Gigante, Linha de Fuga, ou a Cem Palcos e concertos de Traste e COWSCAOS, nestes dois meses a companhia de Coimbra procura trabalhar para dar verdadeiro sentido ao seu lema: “o teatro onde cabemos todos”.
Assim, já a 7 de maio, arranca o MTE – Movimento de Teatro Escolar, que junta o Teatrão em coprodução com o Plano Nacional das Artes na criação de uma plataforma para o teatro que se produz nas escolas da região.
O objetivo não é restaurar o antigo modelo das mostras de teatro escolar (que conheceram 14 edições e que foram interrompidas pela pandemia COVID-19), mas sim procurar um novo enquadramento que inclui um programa renovado e que dá visibilidade à prática teatral desenvolvida nas escolas e que reforça a relação do Teatrão com o tecido associativo amador na área da cultura e do teatro.
A programação na Oficina Municipal do Teatro (OMT) inclui espetáculos e demonstrações por grupos do Agrupamento de Escolas (AE) de Alvaiázere, AE de Ansião, Escola Básica 2/3 Dr.ª Maria Alice Gouveia, Escola Secundária (ES) Avelar Brotero, ES D. Dinis e ES D. Duarte, oficinas nas áreas de encenação e de técnica de luz e som e conversas moderadas pela equipa do Teatrão no final de cada apresentação.
A descentralização e a itinerância da programação é outra das caraterísticas do MTE, aproximando centros e periferias, construindo parcerias entre territórios. Neste sentido, o programa inclui ainda intercâmbio de públicos escolares entre apresentações na OMT e circulação de espetáculos entre os AE de Alvaiázere, AE de Ansião e AE de Figueiró dos Vinhos.
A entrada é livre em todo programa na OMT, à exceção das oficinas que são reservadas para professores do MTE.
Nos dias 22 e 23 de maio, às 16h, o 2º episódio do novo ciclo do Projeto Teatro e Memória – atividade que integra o Projeto Socioeducativo, Intergeracional e Cultural do Município de Coimbra – sobe ao palco da OMT. “Rezas, Benzeduras e Assombrações” traz agora à OMT novos grupos, que vão mostrar diferentes apresentações daquelas que recebemos nos dias 10 e 11 de abril. Nesta ronda, contamos com participações das IPSS: Casa do Pai, Fundação Sophia, Centro Sócio Cultural Polivalente São Martinho, Sol Eiras, Centro Social S. Pedro, Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Almalaguês.
Em “Rezas, Benzeduras e Assombrações”, a equipa artística e pedagógica do Teatrão tem procurado regressar à sabedoria popular e fazer uma recolha de várias tradições que têm permeado o nosso folclore e etnografia ao longo dos séculos. As mostras têm uma duração aproximada de 90 minutos e voltam a contar com a participação especial do Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila. A entrada é gratuita e aberta a todos.
A 24 de maio, a companhia promove um novo Fórum Teatrão. Às 15h, as portas da Oficina Municipal do Teatro serão abertas ao público e à comunidade para conversar sobre o próximo ciclo de programação na OMT, entre 2026 e 2029.
Já na semana seguinte, arranca o Aluvião, com um programa de espetáculos e oficinas de e para associações culturais não-profissionais da região de Coimbra. Com foco na produção teatral, o Aluvião – que retoma atividade depois de ter sido interrompido pela pandemia COVID-19 – vai contar também com contribuições da música à etnografia. Os vários espetáculos vão decorrer nos dias 30 e 31 de maio, 1, 6, 7 e 8 de junho, com apresentações às 21h30 (sextas-feiras e sábados) ou 19h00 (domingos). As oficinas de formação vão decorrer nos dias 31 de maio e 7 de junho – as inscrições abrem muito em breve.
No início de junho, arranca o Manobras de Cena, programa de apresentações finais das Classes de Teatro de 2024/2025. De 4 de junho a 20 de julho, 12 turmas e 135 alunos mostram ao público aquilo que têm trabalhado com o Teatrão ao longo do ano letivo. Este ano, a grande novidade é a colaboração com o Curso Livre de Cenografia, que vai levar alunos de Filipa Malva e Morgana Marques a trabalhar cenários, adereços, figurinos e instalações para algumas das apresentações do Manobras de Cena.
No dia 21 de junho, o Teatrão e a APCC – Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra promovem as Fogueiras de São João. A partir das 18h, arranca um programa de festividades que conta com a curadoria artística do Grupo Folclórico de Coimbra.
Este evento surge de uma vontade já antiga de juntar os vizinhos do Vale das Flores e promover uma aproximação entre toda esta região da cidade. Neste sentido, as Fogueiras de São João incluem em parceira: Associação de Moradores do Bairro de São José, Associação de Moradores do Bairro da Quinta da Nora, Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) da Escola Básica e Secundária (EBS) Quinta das Flores, APEE do Centro Escolar (CE) Quinta das Flores, APEE da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra (EACMC), APEE do CE Centro Norton de Matos, Itecons, EACMC, EBS da Quinta das Flores, Corpo de Bombeiros Sapadores de Coimbra, CoimbraShopping e a Unidade de Saúde Familiar Norton de Matos – Unidade de Cuidados na Comunidade
Ao longo destes dois meses, o Teatrão vai ainda estar em residência artística para a sua nova criação comunitária, que conta com a direção da coreógrafa Aldara Bizarro e se intitula “Almalaguês”, já que é nesse território que está a ser desenvolvida. Terá também continuidade do programa “Leituras ao Domicílio”, com a colaboração da Cáritas Diocesana de Coimbra.
As conversas sobre fotografia de cena regressam à Tabacaria, em novas edições do Photoclub. Além disso, o Teatrão volta ao encontro com o CAPC – com a performance “Visita Guiada” para o programa paralelo ao solo show do Anozero’25 –, e com o teatromosca – com quem estamos a preparar uma cocriação que irá estrear já na próxima temporada, no final de 2025.