A Oficina-Museu Nunes Pereira, situada no Seminário Maior de Coimbra, acolhe no próximo dia 10 de janeiro, pelas 16h00, a inauguração da exposição “Nunes Pereira e o traço: 1927–2001”, iniciativa que assinala os 72 anos da abertura ao público do espaço idealizado e projetado pelo próprio artista.
Concebida por Nunes Pereira como atelier e futuro museu de gravura, a Oficina-Museu abriu portas ao público a 10 de janeiro de 1997, tornando-se um espaço de referência para a preservação e divulgação da sua obra.
Esta exposição constitui o primeiro momento de um programa alargado de reconhecimento do artista, que decorre entre 3 de dezembro de 2025 e 9 de dezembro de 2026, com projeção regional e nacional. O programa é coordenado pelo Seminário Maior de Coimbra e pelo Museu Nacional de Machado de Castro, contando com a colaboração de vários municípios da região, nomeadamente Pampilhosa da Serra, Arganil, Góis, Lousã, Coimbra, Cantanhede e Montemor-o-Velho, além de diversas entidades culturais.
Na obra de Nunes Pereira, que assinava com o monograma “NP”, o desenho assume um papel central e estruturante. O traço acompanha o artista ao longo de toda a sua vida, manifestando-se em técnicas como carvão, tinta-da-china, lápis de cera, caneta de feltro e aguarela.
O percurso expositivo destaca a evolução do seu traço desde 1927, nas ilustrações da revista manuscrita Lume Novo, produzida no Seminário Maior de Coimbra, até à sua morte em 2001. O desenho revela-se uma necessidade expressiva constante, presente numa grande diversidade de temas, técnicas e suportes, marcada pelo espanto, curiosidade e atualidade do olhar sobre o mundo.
De um universo de cerca de 4.000 obras analisadas, a exposição apresenta pouco mais de uma centena de trabalhos, organizados em oito núcleos expositivos, oferecendo uma síntese representativa da procura incessante do artista pela vida e pelo belo.