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Risco de pobreza diminui em Portugal em 2024, mas atinge ainda 1,7 milhões de pessoas

Erradicação da Pobreza @freepik

Em 2024, 15,4% da população em Portugal encontrava-se em risco de pobreza, menos 1,2 pontos percentuais do que no ano anterior, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). O limiar de pobreza correspondeu a rendimentos anuais inferiores a 8.679 euros por adulto, o que equivale a cerca de 723 euros por mês.

Segundo o INE, a redução do risco de pobreza verificou-se em todos os grupos etários, com maior impacto na população idosa.

Apesar desta evolução positiva, a Fundação Francisco Manuel dos Santos alerta que cerca de 1,7 milhões de pessoas continuam a viver abaixo do limiar da pobreza, embora cerca de 100 mil tenham conseguido sair dessa situação em 2024.

O estudo da fundação indica que 18,6% da população se encontra em situação de pobreza ou exclusão social. O documento refere ainda que 8,6% das pessoas empregadas têm rendimentos insuficientes para ultrapassar a pobreza e que cerca de 300 mil crianças vivem nesta condição.

Nos últimos 30 anos, a taxa de pobreza diminuiu 7,6 pontos percentuais, mas Portugal continua a apresentar níveis elevados de pobreza quando comparado com outros países da União Europeia. A descida mais significativa registou-se entre os idosos, enquanto crianças e jovens foram o grupo com menor redução.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, a pobreza infantil afeta sobretudo adolescentes entre os 12 e os 17 anos. Uma parte significativa das crianças pobres vive em famílias monoparentais, maioritariamente com mães solteiras, ou em famílias numerosas, sendo que, na maioria dos casos, o principal rendimento do agregado provém do trabalho.

O estudo refere ainda que a pobreza infantil está mais concentrada nas grandes áreas metropolitanas, especialmente na Grande Lisboa e no Norte do país, e é mais elevada entre crianças com pais de nacionalidade estrangeira.

Entre as famílias com crianças, a taxa de pobreza registou um ligeiro aumento, enquanto nas famílias sem crianças se verificou uma diminuição, em particular entre agregados compostos por uma única pessoa idosa.

Apesar de alguma melhoria nas condições de vida, mais de 29% da população continua sem capacidade para fazer face a uma despesa inesperada. O estudo conclui que, sem o apoio das transferências sociais, a taxa de pobreza em Portugal ultrapassaria os 40%.

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