Os 19 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra assinaram, esta quarta-feira, os autos de entrega de equipamentos de proteção individual (EPI) para combate a incêndios rurais. A iniciativa insere-se nos investimentos previstos no Investimento Territorial Integrado (ITI) da Região de Coimbra, cofinanciados pelo Portugal 2030, com o objetivo de reforçar a capacidade sub-regional de resposta a acidentes graves e catástrofes. No total, serão entregues cerca de 2.000 equipamentos de proteção individual aos municípios.
A presidente da CIM da Região de Coimbra, Helena Teodósio, afirmou que a iniciativa simboliza “o compromisso coletivo com a segurança das populações e com o reforço da capacidade de resposta da nossa região”. A responsável sublinhou que esta entrega se enquadra no ITI da CIM Região de Coimbra, financiado pelo Portugal 2030, constituindo “o primeiro de muitos outros momentos” de um conjunto estruturado de investimentos na área da proteção civil.
Segundo Helena Teodósio, no âmbito do ITI foi sinalizado um investimento global de 14,5 milhões de euros para responder a desafios municipais e intermunicipais, sendo que cerca de 4,5 milhões de euros dizem respeito à estratégia intermunicipal definida para o período até 2030. A entrega dos equipamentos de proteção individual representa “um exemplo concreto da implementação dessa estratégia”, traduzindo-se num reforço efetivo das condições de segurança e de atuação dos bombeiros no território.
A presidente da CIM destacou ainda que a estratégia intermunicipal foi desenvolvida em estreita articulação com os municípios e com os serviços municipais de proteção civil, permitindo identificar necessidades reais e definir critérios de distribuição “transparentes, equitativos e ajustados às especificidades de cada município”.
A distribuição dos equipamentos de proteção individual pelos municípios da Região de Coimbra ficou definida da seguinte forma:
O secretário-executivo da CIM da Região de Coimbra, Jorge Brito, enquadrou esta entrega no trabalho estratégico que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos anos, assente no planeamento, na cooperação intermunicipal e na mobilização de diferentes fontes de financiamento. O responsável destacou que esta ação integra a candidatura “Proteção Civil e Gestão Integrada de Riscos no Território da Região de Coimbra”, com execução até 2027 e um investimento global de cerca de quatro milhões de euros.
Esta candidatura assenta em quatro eixos principais: atualização dos instrumentos de planeamento, sensibilização e divulgação, reforço de meios e entrega de equipamentos de proteção individual, destinados tanto aos corpos de bombeiros como aos serviços municipais de proteção civil.
A presidente da CCDRC, Isabel Damasceno, manifestou a sua satisfação por estar presente neste “momento simbólico”, sublinhando que a possibilidade de financiar investimentos em proteção civil através dos programas regionais constituiu uma novidade relevante. A responsável explicou que a inclusão desta área nos Investimentos Territoriais Integrados permitiu atribuir verbas com significado às comunidades intermunicipais, que passaram a ter maior autonomia na definição das prioridades para os seus territórios.
Isabel Damasceno destacou ainda a forma como as comunidades intermunicipais têm gerido estes financiamentos, referindo uma atuação “muito inteligente”, com grande capacidade solidária e agregadora, e salientou a elevada procura de candidaturas na área da proteção civil, o que demonstra que esta foi assumida como uma prioridade clara. Para a presidente da CCDRC, os fundos comunitários representam “mais um contributo para a resiliência do território”.
O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, considerou que a entrega dos equipamentos traduz “de forma muito concreta, o compromisso coletivo com a segurança das populações, com a proteção do território e com a valorização de quem está na primeira linha de resposta às emergências”.
O governante destacou o papel determinante dos municípios, enquanto entidades que melhor conhecem o território, identificam necessidades e articulam respostas em proximidade com a Administração Central e com as estruturas da proteção civil.
Rui Rocha sublinhou ainda a importância da cooperação intermunicipal, da hierarquização de prioridades e do trabalho em rede entre Governo, autarquias e corpos de bombeiros, defendendo que a proteção civil exige planeamento conjunto, interoperabilidade e partilha de meios.
O secretário de Estado realçou igualmente a relevância do investimento em equipamentos de proteção individual, afirmando que estes são essenciais para proteger “os homens e as mulheres que vestem estes equipamentos” e que estão diariamente ao serviço das populações.
O Festival Latitudes - Literatura e Viajantes arrancou esta quinta-feira, reunindo, até domingo, mais de…
Os proprietários de imóveis, de tipologias T1 a T3, prontos a habitar, sitos no Concelho…
A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, um voto de congratulação ao comandante…
A Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) assinala, através de uma sessão comemorativa…
Um veículo pesado, que transportava cimento, despistou-se, esta sexta-feira, na Estrada Nacional 17-1 Coidel, tendo…
A Fundação do Futebol promoveu a iniciativa “Futebol sem Muros”, um projeto-piloto que levou uma…
This website uses cookies.