Com a morte do Papa Francisco, a Igreja Católica prepara-se para eleger um novo líder. A plataforma Cardinalii Collegii Recensio, composta por jornalistas e especialistas em assuntos do Vaticano, destacou os principais nomes que poderão suceder ao Papa.
Aqui estão os cardeais mais apontados:
Péter Erdő (72 anos, Hungria) – Conservador, defensor da estrutura hierárquica da Igreja e contra o celibato opcional. Apoia o diálogo inter-religioso e acompanha pastoralmente os divorciados recasados em situações específicas.
Matteo Zuppi (69 anos, Itália) – Próximo da visão de Francisco, é conhecido pela sua abordagem inclusiva e pelo apoio ao acolhimento de pessoas LGBTQ+. É uma figura de compromisso entre o progresso e a tradição.
Robert Sarah (79 anos, Guiné) – Uma das vozes mais conservadoras. Opositor da ordenação de mulheres, do fim do celibato e das bênçãos a casais do mesmo sexo. Crítico da linha mais liberal do Papa Francisco.
Luis Antonio Tagle (67 anos, Filipinas) – Conhecido como o “Francisco Asiático”, é próximo do povo e defensor de causas ecológicas. Embora evite declarações polémicas, mantém uma linha progressista.
Malcolm Ranjith (77 anos, Sri Lanka) – Tradicionalista, defende a reforma litúrgica e o capitalismo ético. É contra o socialismo e apoia, em certos casos, a pena de morte.
Pietro Parolin (70 anos, Itália) – Atual secretário de Estado do Vaticano, é uma figura diplomática respeitada. Próximo das ideias do Papa Paulo VI, há dúvidas sobre algumas das suas posições pastorais.
Pierbattista Pizzaballa (59 anos, Itália) – Com experiência no Médio Oriente, defende o diálogo inter-religioso e a justiça social. Aproxima-se da visão franciscana, mas mantém-se fiel às tradições.
Fridolin Ambongo Besungu (65 anos, RDCongo) – Firme defensor da doutrina moral e da justiça social. Resistente à linha progressista da Fiducia Supplicans, representa a voz africana mais destacada.
Willem Eijk (71 anos, Holanda) – Ortodoxo e pró-vida, opõe-se ao divórcio, à eutanásia e à fertilização in vitro. Valoriza a liturgia tradicional, sem se envolver em polémicas sobre a missa em latim.
Anders Arborelius (75 anos, Suécia) – Conservador em questões doutrinais, defende a missa tradicional e o celibato sacerdotal. É também uma voz ativa em defesa do meio ambiente.
Charles Bo (76 anos, Mianmar) – Discreto nas questões polémicas, foca o seu discurso na paz e justiça. Recusa publicamente ordenar mulheres ou abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Jean-Marc Aveline (66 anos, França) – Evita polémicas e tem uma postura de equilíbrio. Apoia a descentralização da Igreja, o que o torna uma figura liberal mas consensual.
Tolentino de Mendonça (59 anos, Portugal) – Embora fora do top 12 da lista, o cardeal português é considerado uma figura promissora. Com um perfil literário e tolerante, é próximo da linha de Francisco e poderá representar uma continuidade do atual pontificado.