As burlas constituem um fenómeno criminal que continua a preocupar a Polícia de Segurança Pública (PSP). Apesar de existir um maior acesso à informação e, consequentemente, nos depararmos com uma população mais informada, o célebre “conto do vigário” continua a ser uma forma eficaz de obtenção ilegítima de valor patrimonial alheio.
Os idosos continuam a ser as vítimas preferenciais dos burlões no que concerne à modalidade de atuação de forma presencial. Contudo, nos últimos anos, e acompanhando a evolução tecnológica e as potencialidades do mundo digital, os suspeitos têm atingido também vítimas cujas idades são transversais a todas as faixas etárias.
Neste sentido, este fenómeno continua a merecer uma atenção e acompanhamento permanente por parte da PSP, através da análise e investigação criminal, juntamente com fortes medidas de prevenção, maioritariamente assentes na educação do público em geral e na divulgação de modus operandi e respetivos conselhos de segurança, quer através do policiamento de proximidade com diversas ações de sensibilização junto dos mais jovens e da população mais vulnerável, quer através de campanhas nas redes sociais e de comunicados junto dos órgãos de comunicação social.
O investimento da PSP no contínuo trabalho de análise criminal deste fenómeno, bem como na sensibilização da população, tem-se traduzido em resultados significativos. Apesar da tendência crescente do número de denúncias pelo crime de burla nos últimos anos, em 2024 a PSP registou 26.486 ocorrências, o que corresponde a uma diminuição de cerca de 13% no total de burlas denunciadas, comparativamente a 2023 em que haviam sido registadas 30.342 ocorrências.
No que diz respeito às detenções efetuadas pela PSP verificou-se também uma diminuição de 13%, relativamente ao ano de 2023, valor que acompanha a descida do número total de ocorrências participadas pelo crime de burla.
Em 2024 as burlas foram responsáveis por um prejuízo de valor patrimonial superior a 65.007.832 €, o que corresponde a uma diminuição de cerca de 41% face ao registado em 2023 (110.339.200 €), acompanhando também o decréscimo do número de ocorrências denunciadas pelo crime de burla.
A forma mais eficaz para se evitar ser vítima de um crime de burla é apostar na prevenção, suspeitando e duvidando de pessoas que não conhecemos, bem como de negócios que tragam dividendos demasiado avultados e de forma rápida. Além disso, a denúncia de todas as burlas às autoridades policiais, tanto na qualidade de vítima como de testemunha, é crucial. Só através da denúncia é possível dar início ao processo de investigação criminal, chegando assim à identificação de eventuais suspeitos, e ainda combater as cifras negras, permitindo assim que a criminalidade denunciada seja o mais aproximada possível da criminalidade real.
Com o aproximar da época de Natal e com o intuito de prevenir e evitar que seja vítima de burla, a PSP deixa os seguintes conselhos no que concerne a burlas em ambiente digital.
Relativamente às burlas efetuadas de modo presencial, a PSP deixa os seguintes conselhos:
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