Um projeto internacional liderado pela Universidade de Marmara, com participação da Universidade de Coimbra (UC), pretende melhorar a tomada de decisão política sobre alterações climáticas, migrações e insegurança energética na região do Mediterrâneo.
Designado TRACHMED – Exploring Transnational Challenges: Climate Change, Migration, and Energy Insecurity in the Mediterranean (Exploração dos desafios transnacionais: alterações climáticas, migração e insegurança energética no Mediterrâneo, em língua portuguesa), o projeto é financiado pela Comissão Europeia com mais de um milhão de euros, através das Ações Marie Skłodowska-Curie, e envolve instituições de dez países.
A investigação incide sobre desafios trasnacionais urgentes que afetam o Mediterrâneo, como as alterações climáticas, a migração e deslocação forçada e gestão de recursos energéticos, áreas que continuam a revelar respostas políticas fragmentadas e insuficientes.
Em nota enviada à Beira Digital TV, Daniela Nascimento, docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e coordenadora do projeto em Portugal, afirma que estes desafios “transnacionais associados às questões climáticas, energéticas e migratórias são questões urgentes à escala global, que transcendem as fronteiras nacionais e desafiam soluções unilaterais, na medida em que os esforços multilaterais continuam fragmentados e os esforços regionais raramente dão frutos”.
O projeto TRACHMED pretende criar uma rede regional de investigadores e instituições, reforçando a cooperação científica e a capacidade de investigação, com o objetivo de informar políticas relevantes da União Europeia e de decisores internacionais.
A investigadora sublinha que as respostas atuais tendem a privilegiar a gestão imediata das crises, em detrimento da transformação das suas causas estruturais, refletindo desequilíbrios de poder e falta de coordenação multilateral.
Na Universidade de Coimbra, além de Daniela Nascimento, participam no projeto as docentes Licínia Simão, Maria Raquel Freire e Paula Duarte Lopes, do Núcleo de Relações Internacionais da FEUC.