O Município de Góis apresentou os resultados do Orçamento Participativo para o ano de 2026, numa sessão pública que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Rui Sampaio, autarcas, técnicos municipais e representantes da comunidade. A iniciativa voltou a evidenciar o envolvimento da população e dos jovens na definição de prioridades para o concelho.
Em declarações, Rui Sampaio sublinhou a importância do Orçamento Participativo Geral e do Orçamento Participativo Jovem como instrumentos de cidadania ativa, permitindo aos munícipes sinalizar necessidades e propor projetos de interesse coletivo. O autarca destacou ainda a regularidade do processo, que vai já na oitava edição, considerando notável a continuidade da participação num concelho com as características demográficas de Góis.
Segundo os dados apresentados, o Orçamento Participativo 2026 contou com seis propostas iniciais: duas na vertente jovem e quatro na vertente geral. Após análise técnica, passaram à fase de votação quatro propostas — uma do Orçamento Participativo Jovem e três do Orçamento Participativo Geral — de acordo com o regulamento em vigor.
No Orçamento Participativo Jovem, o projeto vencedor foi a qualificação do Polidesportivo de Cortes, na freguesia de Alvares, apresentado por Gabriela Santos. A proposta obteve 67 votos e representa um investimento de 29.272,96 euros, ficando abaixo da verba disponível de 30 mil euros. A outra proposta apresentada não reuniu os critérios necessários para avançar para votação.
Já no Orçamento Participativo Geral, com uma dotação de 20 mil euros, o projeto mais votado foi “Cortes Mais Digital”, da proponente Josefina Raposo, com 216 votos e um investimento de 10.245,90 euros. Seguiram-se “Valor Estimulador em Alvares”, de Luís Lopes, com 181 votos, e a “Churrasqueira Comunitária com Telhado e Mesas de Madeira”, de João Conceição, com 28 votos.
O presidente da Câmara salientou que o facto de a freguesia de Alvares ter vencido ambas as vertentes demonstra o empenho da população local e a utilidade do Orçamento Participativo como ferramenta para colmatar fragilidades e qualificar equipamentos e espaços de uso comunitário. Rui Sampaio defendeu ainda a necessidade de ajustar estratégias no futuro para alargar a participação e reforçar a dinâmica deste processo democrático no concelho.