A 58.ª edição do Vodafone Rally de Portugal arranca esta quinta-feira e promete ser uma das mais desafiantes dos últimos anos, com a introdução de dois novos troços e um percurso exigente ao longo de três dias de competição. A prova portuguesa marca o início da sequência de sete ralis em terra do Campeonato do Mundo de Ralis FIA 2025, após passagens por gelo, neve, pó e asfalto em etapas anteriores do campeonato.
O espetáculo começa com o habitual Shakedown em Baltar, logo às 08h01 de quinta-feira, antes da partida cerimonial em Coimbra e de uma curta especial noturna na Figueira da Foz. A verdadeira maratona começa sexta-feira com passagens duplas por Arganil, Lousã, Góis e Mortágua, e a estreia dos novos troços em Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha, onde regressa o mítico Monte Telégrafo, usado pela última vez há 50 anos.
Sábado será dominado pelas exigentes classificativas do norte: Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante — a mais longa do rali —, que antecedem o tradicional espetáculo em Lousada. A dureza e técnica do percurso prometem animar a luta pelo topo da tabela, com o entusiasmo do público a encher as serras e pistas.
O domingo reserva o desfecho clássico, com passagens por Paredes, Felgueiras e a mítica Fafe, que volta a encerrar a prova com a Wolf Power Stage e o lendário salto da Pedra Sentada. A prova termina com 344,50 km cronometrados, num total de 1.790,65 km de percurso por algumas das mais emblemáticas paisagens do rali mundial.
Com um percurso renovado e o regresso a locais históricos, o Rally de Portugal volta a afirmar-se como uma das provas mais carismáticas e imprevisíveis do WRC, pronta para surpreender fãs e pilotos num fim de semana onde a tradição se cruza com a inovação.