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Novembro de 2025 entra para o pódio dos meses mais quentes a nível mundial

O mês de novembro de 2025 destacou-se pelo calor invulgar, sendo classificado como o terceiro mais quente à escala global desde o início dos registos meteorológicos. A conclusão consta da mais recente análise do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que confirma temperaturas significativamente acima do normal para a época.

De acordo com o instituto, a temperatura média do ar à superfície atingiu os 14,02 graus Celsius, um valor que supera em 0,65 ºC a média climatológica do período entre 1991 e 2020. Quando comparado com o nível pré-industrial, estimado entre 1850 e 1900, o aumento foi ainda mais expressivo, fixando-se em cerca de 1,54 ºC.

Os especialistas sublinham que este foi apenas o segundo mês, desde abril de 2025, em que a temperatura média global ultrapassou o limiar de 1,5 ºC acima dos valores pré-industriais, um indicador frequentemente associado às alterações climáticas.

No contexto europeu, novembro também apresentou valores elevados. A temperatura média do continente foi de 5,74 ºC, cerca de 1,38 ºC acima da média recente, colocando este mês como o quinto novembro mais quente alguma vez registado na Europa. As anomalias positivas fizeram-se sentir sobretudo no Leste europeu, na Rússia, nos Balcãs e na Turquia, enquanto algumas regiões do norte da Europa e zonas da Itália e da Alemanha registaram temperaturas inferiores ao habitual.

Além do calor, o mês ficou marcado pela chuva intensa. Novembro de 2025 foi um dos mais chuvosos das últimas décadas em Portugal, ocupando o 13.º lugar desde 1931 e o terceiro mais chuvoso deste século. A precipitação acumulada rondou os 203 milímetros, cerca de 80% acima do valor médio.

Este excesso de chuva contribuiu para a melhoria da situação de seca no país, com o fenómeno a desaparecer nas regiões Norte e Centro. Ainda assim, no final do mês, cerca de um quinto do território permanecia em situação de seca meteorológica fraca.

O IPMA destaca ainda vários episódios meteorológicos extremos, entre os quais a passagem da depressão Cláudia, responsável por elevados prejuízos materiais, milhares de ocorrências e duas vítimas mortais na região de Fernão Ferro. Foram registadas rajadas de vento superiores a 120 km/h. No Algarve, um tornado observado em Albufeira, a meio do mês, provocou também danos significativos, com ventos estimados em valores excecionalmente elevados.

O balanço climático de novembro reforça, assim, a tendência para fenómenos extremos mais frequentes e intensos, sublinhando os desafios colocados pelas mudanças no clima.

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