A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões apresentou esta quinta-feira, em Castro Daire, a nova rede de transportes públicos intermunicipais. A operação MobiViseuDãoLafões arranca a 1 de julho e abrange os 14 municípios da região, com 167 linhas, cerca de 140 autocarros, tarifas acessíveis e cobertura alargada.
Com um investimento de 43 milhões de euros e operação atribuída à Transdev, a nova rede representa a maior transformação no setor da mobilidade pública da região, com gestão integrada sob a alçada da CIM. Apenas a cidade de Viseu está fora deste modelo.
A frota renovada garante maior conforto e funcionalidade, com WiFi, ar condicionado, bilhética contactless e uma imagem visual comum. O passe mensal custa 20 euros para a rede intermunicipal e 12,5 euros nas linhas urbanas, com bilhetes simples de 1,50€ e 0,50€, respetivamente.
Mangualde e Tondela ganham novas linhas urbanas, assegurando ligações às zonas industriais, comerciais e de serviços. O objetivo é garantir uma mobilidade mais eficiente e próxima da população.
Todos os concelhos passam a ter postos de venda e a possibilidade de carregamento de passes via multibanco. A inovação tecnológica inclui uma aplicação móvel e um site com informação em tempo real.
O sistema será monitorizado com recurso a GPS nos autocarros, permitindo uma gestão precisa e transparente da operação. Uma linha de apoio ao cliente foi criada para esclarecer dúvidas dos utilizadores.
Durante o período escolar, circularão cerca de 140 veículos. Nas pausas letivas, a operação será ajustada a 65 autocarros, mantendo resposta adequada à procura e otimizando recursos.
Este novo modelo complementa o serviço de Transporte Flexível a Pedido “Ir e Vir”, já em funcionamento na região, criando uma oferta integrada de mobilidade moderna, acessível e sustentável.
A apresentação do projeto contou com os autarcas dos 14 municípios, representantes da Transdev e da CCDR Centro, destacando-se o papel da CIM na promoção da coesão territorial e inovação na mobilidade.
Fernando Ruas, presidente da CIM, sublinhou que este modelo é mais do que uma mudança de frota: é uma nova forma de pensar a mobilidade, mais justa, coesa e próxima das necessidades da população.