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Gripe das aves: Portugal regista 50 focos desde o início do ano

O número de focos de gripe das aves em Portugal aumentou para 50 desde o início do ano, após a confirmação de mais quatro casos nos distritos de Santarém, Faro e Leiria, informou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

De acordo com a DGAV, foram detetados dois focos no concelho de Tomar, distrito de Santarém, ambos em explorações comerciais, um em galinhas reprodutoras e outro em perus de engorda. Foram ainda confirmados dois casos em aves selvagens, nomeadamente num pilrito-das-praias, em Albufeira, distrito de Faro, e num ganso-patola, em Pombal, distrito de Leiria.

Com estas novas confirmações, o total de focos registados em território nacional desde o início do ano ascende a 50. Paralelamente, a Comissão Europeia atualizou as zonas de proteção e vigilância contra a gripe aviária de alta patogenicidade (GAPP), na sequência do surgimento de 74 novos casos em explorações avícolas de vários Estados-membros da União Europeia.

Além de Portugal, registaram-se explorações afetadas na Alemanha, Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, França, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Hungria, Países Baixos, Áustria, Polónia e Suécia. Em Espanha, não foram registados novos casos, tendo sido levantadas as zonas de proteção e restrição no passado dia 8 de dezembro.

A DGAV sublinha que a transmissão do vírus para humanos é rara, embora possa provocar quadros clínicos graves, e alerta para o elevado risco de disseminação da doença. Nesse sentido, determinou o confinamento das aves domésticas em todo o território continental e proibiu a realização de feiras, mercados, exposições e concursos de aves de capoeira e aves em cativeiro.

Nas zonas de proteção e vigilância, mantêm-se restrições à circulação de aves, carne fresca, ovos para consumo humano e subprodutos de origem animal provenientes de estabelecimentos localizados nessas áreas.

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