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Força Aérea apoiou 931 pessoas em 2025, mais 5% do que no ano anterior

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A Força Aérea apoiou diretamente 931 pessoas ao longo de 2025, no âmbito de missões de transporte aeromédico, busca e salvamento e resgates em terra e no mar, registando um aumento de cerca de 5% face a 2024, ano em que foram apoiadas 881 pessoas. Os dados constam de uma nota enviada pela Força Aérea, que faz o balanço da atividade operacional desenvolvida durante o ano.

De acordo com a mesma nota, a Força Aérea manteve, ao longo de todo o ano de 2025, um dispositivo de prontidão permanente, 24 horas por dia, 365 dias por ano, assegurando o cumprimento da sua missão em todo o território nacional e além-fronteiras, sem qualquer interrupção.

No domínio do transporte médico, foram transportados 830 doentes, maioritariamente entre ilhas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, bem como entre estes e o Continente. A Força Aérea destaca ainda o apoio prestado ao INEM durante quatro meses, assegurando o transporte aéreo de doentes no Continente e garantindo a continuidade de um serviço considerado essencial para o país.

No sistema nacional de busca e salvamento, cuja área de responsabilidade corresponde a mais de metade do continente europeu, foram resgatadas 101 pessoas ao longo do ano, em missões realizadas em terra e no mar. A nota enviada sublinha várias operações de elevada complexidade, incluindo o resgate de 11 pessoas em pleno Oceano Atlântico, uma missão de busca e salvamento de quatro pessoas ao largo da Madeira após o naufrágio de uma embarcação e o resgate de um praticante de caiaque dado como desaparecido no mar durante duas horas, operações realizadas em condições de risco significativo para as tripulações.

A rapidez dos meios aéreos permitiu igualmente a realização de 45 transportes de órgãos para transplante, contribuindo, segundo a Força Aérea, de forma decisiva para salvar vidas. Em 2025, a instituição esteve também envolvida na missão de repatriamento de cidadãos do Médio Oriente, no contexto do agravamento do conflito naquela região, tendo um avião C-130H assegurado, durante dois dias, uma ponte aérea entre o Egipto e o Chipre, que permitiu o transporte seguro de 120 pessoas.

No apoio à proteção civil, foram realizadas 180 missões de combate a incêndios rurais, totalizando perto de 700 horas de voo. Já na vertente da soberania do espaço aéreo, a Força Aérea contabilizou mais de 946 horas de voo em missões de policiamento aéreo, incluindo o acompanhamento de uma aeronave civil em alerta por suspeita de ameaça de bomba.

No plano internacional, os militares da Força Aérea cumpriram missões em vários países, com destaque para a participação em Forças Nacionais Destacadas na Estónia, Itália, Espanha, São Tomé e Cabo Verde. A partir da Estónia, durante quatro meses, cerca de 100 militares e quatro aeronaves F-16M asseguraram a missão de policiamento aéreo dos países bálticos no âmbito da NATO, somando 480 horas de voo e cerca de 20 aeronaves intercetadas.

O patrulhamento e a vigilância marítima totalizaram cerca de 1200 horas de voo, com missões de combate à migração ilegal, narcotráfico, pesca ilegal e poluição marítima, em cooperação com autoridades nacionais e internacionais, incluindo operações no Mediterrâneo ao serviço da NATO e da União Europeia.

Segundo a nota enviada, 2025 ficou ainda marcado por um reforço significativo dos meios da Força Aérea, com a receção do avião Falcon 900, a modernização dos C-130H e do P-3C CUP+, a integração de mais um KC-390 e a receção de dois helicópteros UH-60 Black Hawk, além do anúncio do aumento das respetivas frotas. A instituição recebeu também os primeiros cinco aviões A-29N Super Tucano, de uma frota total de 12, destinados à criação de uma nova capacidade de formação avançada de pilotagem.

O ano de 2025 assinalou igualmente um passo decisivo na área espacial, com a aquisição do primeiro satélite SAR da Força Aérea, no âmbito de um conjunto de parcerias nacionais e internacionais que visam a criação de um hub aeroespacial em Portugal. Este novo meio deverá reforçar as capacidades militares e o apoio à população, nomeadamente em missões de busca e salvamento, previsão meteorológica e combate a incêndios.

No balanço final, a Força Aérea afirma que 2025 consolidou um percurso de transformação, modernização e inovação, garantindo a proteção do espaço aéreo e o apoio às populações, e perspetiva 2026 como um ano para “voar mais alto, mais longe e mais rápido”, mantendo como prioridade o serviço a Portugal.

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