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Festival “Palavras de Fogo” regressa ao interior com apelo à resistência cultural

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A 9.ª edição do Festival Literário Internacional do Interior (FLII) – Palavras de Fogo foi oficialmente apresentada esta segunda-feira, num momento que reuniu responsáveis autárquicos e organização no Museu Álvaro Vieira de Lemos, na Lousã. O evento, que decorre entre 7 e 10 de maio em vários concelhos da região de Coimbra, reafirma a sua missão de levar a literatura a territórios do interior e de homenagear as vítimas dos incêndios florestais de 2017.

Na abertura da sessão, a vice-presidente da Câmara Municipal da Lousã, Ana Paula Sançana, destacou o simbolismo da data, assinalada a 4 de maio, Dia Internacional dos Bombeiros, sublinhando que o festival “mantém o seu propósito de homenagem às vítimas dos incêndios florestais de 2017”. A autarca reforçou ainda o papel do município na promoção da literatura, referindo que o evento permite “a viagem que nós podemos permitir a todos os leitores”.

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Também presente, a presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Liliana Pimentel, classificou o festival como um “projeto de resistência e regeneração”, sublinhando o seu impacto nas comunidades. “A cultura é, de facto, o motor da resiliência das nossas comunidades”, afirmou, destacando ainda a programação prevista para o concelho, que inclui sessões com a escritora Margarida Fonseca Santos e um debate sobre políticas públicas de leitura em Cabo Verde.

De acordo com o programa oficial, o festival envolve os concelhos de Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova e Lousã, com atividades que vão desde palestras e encontros com escritores até workshops, mesas-redondas e momentos musicais. Sob o lema “Genocídios, o interior negro da Humanidade”, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre temas contemporâneos e desafios globais, mantendo a tradição de cruzar literatura com questões sociais e políticas.

A fundadora e coordenadora do festival, Ana Filomena Amaral, não escondeu as dificuldades na organização desta edição, admitindo que “esteve mesmo para não ser”, devido à escassez de recursos e à diminuição do número de municípios envolvidos. Ainda assim, salientou que o evento continua a afirmar-se como “um exercício de contestação e de resistência”.

Criado com o objetivo de levar os livros “aos sítios mais inesperados”, o FLII distingue-se pela sua dimensão intermunicipal e pela aposta em públicos diversificados, incluindo escolas, comunidades locais e até o Estabelecimento Prisional de Coimbra, onde decorrem sessões específicas.

Entre os destaques da programação estão a sessão de abertura com a palestra “Vagueando por entre livros e imagens do Médio Oriente”, por Cristina Robalo Cordeiro, encontros literários, debates internacionais e iniciativas que cruzam literatura com música, gastronomia e novas tecnologias.

Apesar dos desafios, os responsáveis mostram-se confiantes no futuro do festival. “Estamos aqui para fazer deste nono festival o primeiro na Lousã”, afirmou Ana Paula Sançana, apelando ao envolvimento da comunidade e à divulgação do evento.

Com entrada livre, o FLII – Palavras de Fogo volta assim a afirmar-se como um projeto cultural de proximidade, que procura transformar “o negrume em cor através da palavra regeneradora”, como sintetizou Liliana Pimentel.

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