No próximo dia 22 de maio, às 17h00, o Centro de Artes Villa Portela, em Leiria, reabre ao público com a inauguração da exposição Corpo-Fantasma.
Com um significado particularmente simbólico, ao marcar a reabertura deste equipamento cultural, após os graves danos provocados pela violenta tempestade Kristin, que obrigaram ao seu encerramento temporário.
Os trabalhos realizados consistiram em intervenções diversas, incluindo reparação estrutural, requalificação de espaços expositivos e reposição de condições técnicas essenciais ao acolhimento de programação cultural.
A reabertura do Centro de Artes Villa Portela reafirma, assim, o compromisso do Município de Leiria com a preservação, qualificação e dinamização da sua rede de equipamentos culturais.
A exposição, integrada no programa de circulação nacional da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, reúne uma seleção de obras de 28 artistas nacionais e internacionais, abrangendo múltiplos suportes, como pintura, escultura, fotografia e vídeo.
Corpo-Fantasma desenvolve-se em torno do conceito de espectralidade, propondo o fantasma como metáfora que evoca o que já passou e antecipa o que está por vir. Através de um percurso livre e não linear, as obras exploram o território entre o visível e o invisível, onde a figura humana se constrói na tensão entre presença e ausência.
Neste contexto, a exposição adquire uma dimensão acrescida: ao ocupar um espaço recentemente recuperado, estabelece um diálogo direto com temas como memória, perda e renovação, sublinhando o papel da arte contemporânea enquanto instrumento de reflexão crítica e transformação.
“A reabertura do Centro de Artes Villa Portela representa não só a recuperação de um espaço físico, mas também o reforço do nosso compromisso com a cultura enquanto pilar essencial da vida coletiva e do desenvolvimento do território”, destaca Anabela Graça, Vereadora da Educação e da Cultura da Câmara Municipal de Leiria,
A responsável sublinha ainda que “acolher uma exposição como Corpo-Fantasma, no momento em que reabrimos este equipamento, é particularmente significativo, pois convida-nos a refletir sobre memória, resiliência e futuro, valores que se cruzam com o próprio percurso recente deste espaço”.
Esta é uma oportunidade única para o público contactar com o acervo da CACE, refletindo a sua missão de promover a descentralização do acesso à arte contemporânea e valorizar o património artístico em todo o território nacional.